Balança comercial tem pior resultado para o ano desde 2000
A balança comercial brasileira, que mostra a diferença entre as importações e as exportações de bens do país, voltou a apresentar resultado positivo em novembro, inflada pela exportação meramente contábil de duas plataformas de petróleo. Apesar disso, o saldo nas trocas de bens do país com o exterior acumulado no ano manteve-se no vermelho.
De janeiro a novembro, o resultado líquido das exportações menos importações é negativo em US$ 89 milhões, primeiro déficit desde 2000 (-US$ 519 milhões). Já em igual período de 2012, a balança estava positiva em US$ 17,154 bilhões.
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Em novembro, o resultado positivo, de US$ 1,740 bilhão, foi inflado pela exportação meramente contábil de duas plataformas de petróleo. Embora o produto seja registrado legalmente como exportação, pois foi comprado por uma subsidiária da Petrobras no exterior, ele não deixou o país e destina-se à exploração de petróleo em território brasileiro. Essa operação contábil é realizada por causa de benefícios fiscais previstos no caso da venda de plataforma para empresa localizada no exterior.
Sem essa exportação de plataformas, no valor total de US$ 1,8 bilhão, a balança teria ficado levemente negativa no mês passado. No acumulado do ano, operações contábeis desse tipo já significam R$ 6,5 bilhões a mais em exportação.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
EFEITO PETRÓLEO
A deterioração dos números da balança comercial neste ano foi causada em grande parte pelo mau desempenho da "conta petróleo", que mede a relação entre venda e compra do produto no exterior.
O efeito nos resultados da balança comercial - e consequentemente nas contas externas do país - foram sentidos desde o início do ano.
Um atraso no registro de importações de combustíveis da Petrobras feitas no ano passado no valor de US$ 4,5 bilhões empurrou o saldo comercial para baixo nos primeiros meses do ano.
A situação piorou com o fraco desempenho das exportações de petróleo a alta significativa das importações de combustíveis ao longo do ano. Isso ocorre porque a produção da Petrobras não está acompanhando o aumento da demanda interna.
Até novembro, a conta petróleo registrou déficit de US$ 19,5 bilhões contra um saldo negativo de US$ 5,6 bilhões em igual período de 2012.
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