Atividade econômica do Brasil sobe 1,04% em 2017, aponta BC

Resultado mostra recuperação gradual da economia do país após dois anos de recessão

Colheita de safra de algodão em Campo Verde (MT) - Folhapress
Brasília | Reuters

A expansão da atividade econômica do Brasil ficou acima do esperado por analistas em dezembro e o país voltou a crescer em 2017 após dois anos de profunda crise econômica, apontaram dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (19).

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) subiu 1,04% no ano passado. Somente em dezembro, o índice teve alta de 1,41% ante novembro, de acordo com dados livres de efeitos sazonais.

Com isso, o IBC-Br fechou o quarto trimestre do ano com crescimento de 1,26% sobre o terceiro trimestre, sempre em números dessazonalizados.

O mercado já vinha trabalhando com a expectativa de um resultado no azul em 2017, ano marcado por expressiva diminuição dos juros básicos diante da inflação baixa, com o IPCA ficando, inclusive, aquém do piso da meta perseguida pelo governo.

Os dados oficiais do PIB em 2017 serão divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1º de março.

Economistas ouvidos pela mais recente pesquisa Focus do BC calculam alta de 1,03% para o PIB em 2017, após o forte tombo de 3,5% tanto em 2016 quanto em 2015, segundo dados do IBGE.

Enquanto o número não vem a público, o desempenho do IBC-Br corrobora a leitura de recuperação gradual na economia, já que o índice incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

Em 2017, tanto a indústria quanto o varejo fecharam o ano no campo positivo, crescendo 2,5% e 2%, respectivamente. 

Por outro lado, o setor de serviços encolheu 2,8% no ano passado, terceiro ano seguido de retração. Para 2018, o mercado estima uma expansão de 2,8% do PIB, segundo o Focus, ante alta de 3% prevista pelo governo.

FOCUS

O BC também divulgou nesta segunda-feira a pesquisa Focus. A expectativa para a taxa de juros ao final deste ano permaneceu em 6,75%. Para 2019, o boletim indica que a taxa básica de juros encerrará o ano a 8%.

Para o PIB, a projeção de crescimento para este ano subiu de 2,7% para 2,8%. Para 2019, a expectativa continua sendo de uma expansão de 3%.

Os especialistas consultados no levantamento realizado pela autoridade monetária reduziram em 0,03 ponto percentual a projeção para a alta do IPCA em 2018, a 3,81% e mantiveram em 4,25% a conta para o ano que vem.

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