Descrição de chapéu Itaú stf

Itaú pagará indenizações de planos econômicos à vista

Acordo prevê que valores superiores a R$ 5.000 seriam parcelados

Logotipo do Itaú em agência no Rio de Janeiro - Sergio Moraes-5.fev.2018 / Reuters
Filipe Oliveira
São Paulo

O Itaú informou que pagará em parcela única as indenizações decorrentes de perdas de poupadores com planos econômicos do passado.

Segundo o banco, o prazo menor beneficiará 170 mil pessoas.

A decisão vale para correntistas do banco ou de outras instituições incorporadas judicialmente que aderirem ao acordo para ressarcimento com perdas dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989) ou Collor 2 (1991).

O acordo, firmado pela Febraban (federação dos bancos) e pelos poupadores, validado nesta quinta-feira (1) pelo Supremo Tribunal Federal.

Ele prevê que os bancos realizem o pagamento à vista para clientes que tenham ressarcimento de até R$ 5.000 e, no prazo de até quatro anos, para valores superiores. 

“Embora partindo de posições divergentes, temos de reconhecer que, após 25 anos de discussão judicial, o acordo era a solução mais adequada para pôr fim à pendência", disse em nota Candido Bracher, presidente-executivo do Itaú Unibanco.

Em nota, Paulo Caffarelli, presidente do Banco do Brasil, disse que a homologação do acordo dos planos econômicos soluciona um impasse que apresentava riscos graves ao sistema financeiro e contribui para manter a solidez dos bancos brasileiros.

Também disse que a decisão apoia a retomada do crescimento econômico, ao disponibilizar um grande volume de recursos que estava provisionado nos bancos.
 

Para ter acesso aos valores, os poupadores deverão aderir ao acordo, por meio de seus advogados, em um site que será criado pela Febraban nos próximos 60 dias.

A plataforma para a adesão de poupadores ficará aberta por dois anos. Durante esse prazo, todas as ações judicias referentes a perdas decorrentes de planos econômicos ficarão suspensas.

Só poderão se cadastrar os poupadores (ou herdeiros) que entraram na Justiça até o fim de 2016. Será preciso comprovação de depósitos, extratos ou declaração de Imposto de Renda. As informações serão validadas pelos bancos antes do pagamento.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.