Filipe Oliveira
São Paulo

O desemprego no país voltou a crescer e registrou 12,6% no trimestre entre dezembro e fevereiro, segundo dados do IBGE, divulgados nesta quinta (29). 

A piora do cenário se deve à demissão dos funcionários temporários contratados no fim do ano, explicou em nota o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo. "Sempre no primeiro trimestre do ano a taxa tende a subir", disse. 

Na comparação anual, o desemprego melhorou 0,6%. 

No entanto, essa aparente recuperação é puxada pelo emprego informal, já que o número de trabalhadores com carteira assinada segue em queda de 1,8% em relação ao mesmo período de 2017 e, inclusive, chegou a seu menor patamar desde 2012, ano de início da série histórica. 

Os profissionais sem carteira seguem em alta, de 5%, na comparação anual. 

A população desocupada entre dezembro e fevereiro foi de 13,1 milhões, 4,4% a mais do que no trimestre anterior. O acréscimo de pessoas ao grupo foi de 550 mil pessoas.

​SEM CARTEIRA

Na comparação de mais curto prazo, a queda se dá principalmente no trabalho informal –o que reforça a percepção de que os temporários contratados no fim de 2017 não foram efetivados. 

O grupo de trabalhadores sem carteira assinada, formado por 10,8 milhões de pessoas, apresentou uma redução de 407 mil postos de trabalho, (queda de 3,6%), na comparação com o trimestre anterior (de setembro a novembro). 

A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,1 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2017. 

Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 4,4% (mais 977 mil pessoas).

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 53,9% no trimestre de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018, apresentando redução de 0,6 ponto percentual frente ao trimestre de setembro a novembro de 2017. 

Em relação a igual trimestre do ano anterior, quando o nível da ocupação no Brasil foi de 53,4%, ou seja, houve alta de 0,5 ponto percentual.

O rendimento médio do trabalhador, ainda segundo a Pnad Contínua, foi de 2.186 reais no trimestre até fevereiro, contra 2.176 reais nos três meses até janeiro e 1.248 no mesmo período do ano anterior.

Reuters

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.