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Presidente da WPP, maior grupo de publicidade do mundo, renuncia ao cargo

Fundador da empresa, Martin Sorrell era investigado pelo conselho por conduta indevida

Martin Sorrell, que renunciou à presidência-executiva da WPP
Martin Sorrell, que renunciou à presidência-executiva da WPP - Stefan Wermuth - 21.nov.16/Reuters
Londres | agências de notícias

Martin  Sorrell, presidente-executivo da maior companhia de publicidade do mundo, a WPP, renunciou ao cargo neste sábado (14), dias depois de o conselho da empresa anunciar que investigava acusações de conduta indevida dele.

O colegiado informou que as investigações foram encerradas, mas não revelou as conclusões. Sorrell nega ter cometido irregularidades.

Sorrell, 73, comandava a WPP desde que a fundou, em 1986. “Obviamente estou triste em deixar a WPP depois de 33 anos. Foi uma paixão e fonte de energia por muito tempo”, disse Sorrell. “O melhor para os negócios da empresa é que eu renuncie agora.”  O britânico é um dos maiores acionistas individuais do grupo, com participação de 1,46%.

Roberto Quarta, presidente do conselho de administração da WPP, substituirá temporariamente Sorrell enquanto a empresa procura um substituto.

Dona de agências como J. Walter Thompson, Young & Rubicam e Ogilvy & Mather, a britânica WPP  tem cerca de 200 mil funcionários (incluindo associados) em 3.000 escritórios de 133 países. No ano passado, faturou £ 15 bilhões, o equivalente a R$ 73 bilhões.

No Brasil, 6.000 pessoas prestam serviço para as empresas do grupo.

A saída de Sorrell ocorre em meio à queda das ações da empresa (o valor de mercado recuou em um terço nos últimos 12 meses), sob o impacto no corte de gastos de grandes anunciantes.

O desempenho financeiro da WPP em 2017 foi o pior desde 2009, ano de recessão no mercado publicitário.

Sorrell investiu na WPP, então uma fabricante de plásticos, interessado no registro em Bolsa que ela já tinha, com o plano de transformá-la em uma gigante da publicidade por meio de uma série de aquisições.

Ele foi sagrado Sir em 2000, mas nos últimos anos se tornou um símbolo de remuneração exagerada para executivos. Em 2015, faturou £ 70 milhões (o equivalente a R$ 340 milhões), o maior pagamento anual já recebido por um líder de uma companhia do índice FTSE-100.

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