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Amazon expande escritórios em Boston e Vancouver

Varejista tem planos para criar cinco mil empregos novos no setor de tecnologia

Logo da Amazon na França
Logo da Amazon na França - Michel Spingler/AP

Enquanto a Amazon leva adiante o ritual de seleção para o local de sua segunda sede, em uma concorrência que envolve 20 cidades, diversos outros projetos imobiliários continuam a ser desenvolvidos pela companhia.

Nesta semana, a gigante do comércio eletrônico anunciou expansões significativas de seus escritórios em Boston e Vancouver, no Canadá, e planos para criar cinco mil empregos novos no setor de tecnologia, nesses dois projetos. Em abril, ela havia anunciado a abertura de um quarto centro de distribuição no estado do Nevada, criando mais de mil empregos na região norte de Las Vegas. Em março, a Amazon havia anunciado a construção de seu primeiro centro de distribuição no Missouri."O ritmo deles é muito intenso, e estão adquirindo muito espaço, em toda parte", disse Greg Melich, analista do grupo de pesquisa MoffettNathanson.

A construção de centros de pesquisa e desenvolvimento para criar novas tecnologias e a ampliação de sua vasta rede de centrais de distribuição elevou o investimento de capital da Amazon, que hoje é basicamente igual ao da Walmart, de acordo com Melich.

Em Boston, a Amazon confirmou na terça-feira que passaria a ocupar um espaço de 40 mil metros quadrados no projeto Seaport, da WS Development, e criaria dois mil empregos nos segmentos de aprendizado por máquina, ciência da fala, computação em nuvem e engenharia robótica. Isso vai dobrar sua força de trabalho no setor de tecnologia, na região metropolitana de Boston.

A ênfase em ciência da fala é sinal de que a Amazon está apostando em que sua assistente digital Alexa ocupará posição de vanguarda no segmento de comércio por voz, uma forma de varejo que segundo Melich deve crescer em ritmo acelerado, como os celulares cresceram anos atrás.

Boston está entre as finalistas na concorrida disputa para abrigar a segunda sede da Amazon, conhecida como HQ2. O projeto promete criar até 50 mil empregos e atrair mais de US$ 5 bilhões em investimento, mas também gerou preocupação sobre a alta nos preços dos imóveis e o agravamento dos congestionamentos urbanos.

Não ficou claro se o investimento da Amazon no projeto Boston Seaport era indicação quanto à probabilidade de que a cidade vença a concorrência para o HQ2. A empresa deve anunciar sua escolha este ano."Todo mundo quer o bolo, que é a sede, mas se não conseguirem o bolo, aceitarão só a cobertura", disse Dennis Frenchman, professor de design e planejamento urbano no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

As autoridades de Boston aprovaram US$ 5 milhões em incentivos de imposto predial, em prazo de 15 anos, para que a Amazon ocupe escritórios no Seaport, e ofereceram a possibilidade de mais US$ 5 milhões em isenções se a empresa expandir suas instalações e criar mais empregos no local.

Na segunda-feira, em Vancouver, o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau anunciou um novo conjunto de escritórios de 38 mil metros quadrados a ser inaugurado em 2022 no Post, um complexo repaginado pelo QuadReal Property Group.O conjunto acrescentará três mil empregos de tecnologia ao quadro de funcionários que a Amazon já mantém na área.

Vancouver não foi incluída na lista de finalistas para a segunda sede da Amazon. Mas fica a três horas de carro de Seattle, que abriga a sede da Amazon, e a curta distância de voo dos centros de tecnologia da Califórnia nos quais a Amazon provavelmente recrutará pessoal.

Vancouver atraiu igualmente a atenção da Microsoft, cuja sede também fica logo do outro lado da fronteira, no estado americano de Washington.

A Microsoft ajudou a estabelecer um serviço direto de hidroaviões entre Seattle e Vancouver, que começou a operar na semana passada. A empresa anunciou em setembro que contribuiria com US$ 50 mil para um estudo sobre como ligar a região Pacífico Noroeste dos Estados Unidos a Vancouver por uma linha ferroviária de alta velocidade. O projeto já conta com verba de US$ 300 mil, do governo estadual de Washington. 

Tradução de PAULO MIGLIACCI

The New York Times
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