Descrição de chapéu greve dos caminhoneiros

Ministro diz que desconto de R$ 0,46 valerá a partir de sexta

Governo estima que abastecimento será normalizado em até sete dias

Brasília

O ministro Carlos Marun (Secretário de Governo) afirmou que o desconto de R$ 0,46 por litro no preço do diesel terá validade a partir de sexta-feira (1º).

A previsão do ministro tem como base a expectativa de que o governo publique nas próximas horas um decreto que dê validade aos compromissos firmados pelo presidente Michel Temer no último domingo.

O Executivo vai compensar a Petrobras para que o valor do combustível tenha R$ 0,46 de desconto por meio da redução de impostos e de subvenção à estatal. 

"Quero dizer que o compromisso do governo é com o preço que o diesel vai chegar ao caminhoneiro", afirmou.

Caminhão reabastece posto de combustível na região central de São Paulo
Caminhão reabastece posto de combustível na região central de São Paulo - Eduardo Anizelli/Folhapress

Segundo ele, o preço que será praticado na sexta deve ser R$ 0,46 menor do que o praticado em 21 de maio, quando as paralisações dos caminhoneiros tiveram início.

O governo tem explicado, contudo, que para que o valor chegue à bomba é preciso que os postos zerem o estoque de diesel vendido pelas refinarias com o preço anterior.

Para que o desconto que será dado nas refinarias chegue até o consumidor, o governo vai adotar medidas de fiscalização por meio de órgãos como o Procon.

"O Ministério da Justiça está ultimando a portaria que vai regulamentar tudo isso. Mas está sendo incluído aí a necessidade que os postos fixem uma placa onde constará o valor praticado em 21 de maio, o desconto e o preço atual. Este desconto poderá ser maior que 46 centavos porque existem estados onde ocorre redução do ICMS."

Em entrevista coletiva, o almirante Ademir Sobrinho, chefe do Estado-maior do Conjunto das Forças Armadas, disse que a expectativa é de que o abastecimento do país seja normalizado de cinco a sete dias.

"Esperamos que de cinco a sete dias esteja normalizado o abastecimento do país, mas sem uma certeza ainda."

Talita Fernandes , Daniel Carvalho e Gustavo Uribe
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