Descrição de chapéu petrobras

Não seria ideal estender prazo sobre cessão onerosa, diz presidente da Petrobras

Pedro Parente ponderou que, pela complexidade do assunto, não há ansiedade

Pedro Parente, presidente da Petrobras, no Rio
Pedro Parente, presidente da Petrobras, no Rio - Sergio Moraes/Reuters
Silas Martí
Nova York

Não seria ideal estender o prazo da negociação entre a Petrobras e o governo sobre a cessão onerosa envolvendo a petroleira, mas por causa da complexidade do assunto não há ansiedade entre os executivos da empresa na espera até um possível acordo.

O presidente da estatal, Pedro Parente, disse em Nova York, onde participou de um encontro organizado pelo banco Itaú, que não vê “nada de excepcional” nas tratativas entre executivos da empresa e a União e que ambas as partes “têm vontade de concluir a negociação, que tem que ser razoável para os dois lados”.

Esse prazo, no caso, venceria nesta semana, mas o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, também já disse que a data-limite de 17 de maio vale para os grupos internos e não para uma aprovação de um acordo em todas as esferas administrativas da estatal e setores do governo federal.

Diante da volatilidade do mercado em época eleitoral e da alta do dólar, Parente disse confiar no Banco Central para evitar sobressaltos e que a orientação da empresa a executivos é que encarem o pleito como cidadãos comuns, além de continuar seguindo o plano estratégico da petroleira para reduzir a sua exposição às flutuações externas.

“A Petrobras recebe os impactos de mercados sobre os quais ela não tem controle, o mercado de óleo e gás e o mercado de câmbio”, diz Parente. “Ela tem que lidar com as consequências. Nós não somos formadores de preços nem em um mercado nem em outro e temos que fazer a empresa funcionar de acordo com o que esses mercados revelam.”

O executivo não quis prever, no entanto, um possível aumento dos preços da gasolina para o consumidor, lembrando que o valor na refinaria equivale a cerca de um terço do preço final no posto, que aumenta com impostos e a competição do mercado, mas disse que a boa produção de etanol no Brasil pode “contrapor um aumento do óleo”.

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