Diretoria do FMI aprova acordo de financiamento de US$ 50 bi para Argentina

Governo de Macri se comprometeu a acelerar seus esforços para reduzir o déficit orçamentário

Buenos Aires | Reuters

A diretoria do FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou um acordo de financiamento de US$ 50 bilhões para a Argentina nesta quarta-feira (20) e desembolsará imediatamente US$ 15 bilhões ao governo do país, informou o FMI em comunicado.

De acordo com o FMI qualquer desembolso dos US$ 35 bilhões adicionais estará sujeito a revisões trimestrais pelo conselho.

A Argentina anunciou que estava recorrendo ao FMI em maio, após uma queda na moeda local. A medida foi politicamente arriscada para o presidente Mauricio Macri, já que muitos argentinos culpam as políticas de austeridade impostas pelo FMI por exacerbar a crise econômica de 2001 e 2002.

O governo de Macri se comprometeu a acelerar seus esforços para reduzir o déficit orçamentário como parte do acordo.

O presidente do banco central argentino, Luis Caputo, disse em entrevista aos jornais locais Clarín e La Nación nesta quarta-feira que a chegada dos fundos estabilizaria o mercado de câmbio do país.

O FMI informou que as autoridades argentinas usarão metade do desembolso inicial, ou US$ 7,5 bilhões, para financiar o orçamento. O Tesouro e o Ministério da Fazenda disseram que venderão esses fundos nos mercados de câmbio em leilões diários previamente anunciados.

O dólar recuou 0,48% em relação à moeda argentina na véspera, negociado a 27,82 pesos, após fortes ganhos na segunda-feira, quando Caputo aumentou as exigências de reservas dos bancos.

Caputo disse que o mercado "operou com calma absoluta" na terça-feira após as ações do banco central. Os mercados argentinos estão fechados por conta de um feriado nesta quarta-feira.

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