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Carne chega mais cara à mesa do brasileiro

Preço subiu 4,6% em junho devido e ainda pode avançar 7% até o fim do ano

Clayton Castelani
São Paulo

A paralisação dos caminhoneiros, em maio, fez o brasileiro gastar muito mais do que o esperado para colocar carne no prato em junho.

Com entregas abaixo do normal nos frigoríficos, supermercados e açougues, o preço subiu 4,6% no mês.

 

O impacto da crise nas estradas ocorreu justamente em um período em que o custo para o consumidor deveria estar mais baixo devido ao final da safra, segundo o pesquisador Thiago de Carvalho, do Cepea (Centro de Estudos em Economia Aplicada), da USP.

“A greve ocorreu no momento em que a oferta iria aumentar”, diz. “Mas o consumidor ficou sem essa baixa no preço”, comenta.

Com a redução das pastagens a partir de junho, produtores esperam que a carne ainda suba até 7% neste ano, segundo a Abrafrigo (associação de frigoríficos).

Em junho, a inflação geral foi de 1,26%, a maior para o mês em 23 anos.


Conta do açougue sobe

> O preço da carne aumentou 4,6% em junho
> Isso ajudou a inflação do mês a atingir 1,26% no país
> É a maior alta para o período desde 1995

O que provocou o aumento
> A paralisação dos caminhoneiros, em maio, é o principal motivo da alta nos preços
> No caso da carne, a falta de transporte atrasou a entrega a frigoríficos e varejistas
> Para atender os consumidores, quem revende aceitou pagar mais caro pelo produto

Pode subir mais
> Os produtores esperam que o preço da carne avance até 7% no atacado nos próximos meses
> Um dos motivos é a entressafra (período em que a produção cai pela falta de pastos)
> A eleição também fará subir o consumo devido aos empregos gerados pelas campanhas

No ano
Em um ano, a alta acumulada da carne é de 2,20%, ainda abaixo da inflação de 4,39% para o período

Frango dispara
> O preço frango disparou  8% em junho
> O motivo também é a greve dos caminhoneiros
> Em 12 meses, no entanto, o frango tem queda de 0,91%

Fontes: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) e Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada)  

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