Caminhoneiros prejudicam vendas no Brasil e Avon tem prejuízo inesperado

Vendas para a região sul da América Latina caíram 8%, para R$ 516,1 milhões no segundo trimestre

Reuters

A fabricante de cosméticos Avon divulgou um inesperado prejuízo trimestral nesta quinta-feira (2), sob impacto da greve dos caminhoneiros no Brasil no fim de maio, que atrasou embarques, enquanto a empresa contratou menos representantes de vendas, fazendo as ações caírem 10%.

As vendas para a região sul da América Latina, que incluem o Brasil, caíram 8%, para R$ 516,1 milhões no segundo trimestre. A economia do país foi afetada pela greve de caminhoneiros de 11 dias em maio, em protesto contra o aumento dos preços do diesel.

Marca da Avon em tela da Bolsa de Valores de Nova York - Associated Press

O volume representantes que vão de porta em porta vender diretamente os cosméticos e cremes da Avon caíram 4% pelo segundo trimestre consecutivo.

O presidente-executivo da Avon, Jan Zijderveld, tem tentado transformar a icônica marca de cosméticos que enfrentou uma série de problemas, incluindo queda nas vendas e pressão dos acionistas. As ações que eram negociadas acima de US$ 10 menos de quatro anos atrás, agora valem agora um décimo disso.

Zijderveld planeja aumentar a produtividade dos revendedores por meio de treinamento aprimorado e novos programas de incentivos de vendas. A empresa também planeja melhorar o serviço e os sistemas de previsão de vendas.

O executivo recentemente mudou a administração da empresa, nomeando um novo diretor digital e três novos gerentes gerais em seus principais mercados. Os resultados decepcionantes do trimestre mostram que os esforços para endireitar a empresa ainda têm um longo caminho adiante.

"Ainda não estamos satisfeitos com os resultados operacionais do trimestre", disse Zijderveld em comunicado.

O prejuízo líquido atribuível à empresa diminuiu para US$ 36,1 milhões, ou US$ 0,09 por ação, ante R$ 45,5 milhões, ou US$ 0,12 por ação, um ano antes.

Ajustado por itens extraordinários, a prejuízo foi de US$ 7,8 milhões, ante estimativa média de analistas de US$ 3,29 milhões, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

A Avon teve prejuízo líquido ajustado de US$ 0,03 por ação, pior do que a estimativa média dos analistas.

A receita total caiu 3%, para US$ 1,35 bilhão, também abaixo da estimativa de US$ 1,39 bilhão.

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