Venda da Versace para Michael Kors criará empregos na Itália, diz Donatella

Segundo a estilista, marca agora está 'mais forte do que nunca'

Milão | Reuters

A grife Versace não recebeu nenhuma oferta de investidores italianos antes de ser vendida para a norte-americana Michael Kors, mas o acordo criará empregos na Itália, disse sua diretora de criação, Donatella Versace, aos jornais nesta quarta-feira (26).

"No último ano a Versace foi abordada por muitas pessoas. Franceses, americanos... mas nenhum italiano. Não fomos nós que nos recusamos a participar de um grupo italiano", disse Donatella, irmã do fundador da marca, Gianni Versace, ao jornal Corriere della Sera.

Ela acrescentou que o negócio mostra como as marcas italianas são cobiçadas por investidores estrangeiros. Donatella também falou aos jornais La Repubblica e à publicação financeira Il Sole 24 Ore, e nos quais rebateu as críticas contra a venda para estrangeiros.

Na terça-feira a Michael Kors concordou em comprar a grife de luxo por € 1,83 bilhão, incluindo as dívidas, em uma ação que visa permitir que o grupo Kors concorra com rivais europeus maiores e impulsionar as vendas e os lucros da Versace.

Nas entrevistas, Donatella disse que, como resultado do acordo, a empresa empregará mais pessoas na Itália.

"Criaremos novos empregos e seremos um estímulo ao desenvolvimento econômico nos territórios em que trabalhamos", afirmou ao Il Sole 24 Ore.

Como parte do acordo, a Michael Kors Holding Ltd será rebatizada como Capri Holdings Ltd. A família Versace, que detinha 80% da empresa, receberá € 150 milhões do preço de compra em ações da nova empresa de participações.

"É uma participação importante", disse Donatella, sem dar detalhes. Os jornais estimaram que a participação ficará entre 1,5% e 2%.

"Preparem-se, a Versace agora será mais poderosa do que nunca", afirmou Donatella.

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