Descrição de chapéu The Wall Street Journal

Depois de um ano horrível, ações de tecnologia chinesas se recuperam

Tencent, Alibaba e Xiaomi subiram este mês

Steven Russolillo
Hong Kong

Algumas das maiores ações do setor chinês de tecnologia, que estavam abaladas no mercado mundial este ano, mostram sinais de vida neste mês, no momento em que os gigantes da tecnologia dos Estados Unidos tropeçam.

A gigante da internet Tencent, dona do WeChat, o titã do comércio eletrônico Alibaba e a fabricante de celulares Xiaomi registram alta em novembro.

Aplicativo WeChat, da Tencent; ações da empresa registram alta de 11% no mês
Aplicativo WeChat, da Tencent; ações da empresa registram alta de 11% no mês - Petar Kujundzic/Reuters

Isso contrasta com os resultados do grupo americano chamado Faang. As cinco grandes ações de tecnologia —Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Alphabet, controladora do Google— tiveram baixas e perderam centenas de bilhões de dólares em valor de mercado, do começo de outubro para cá. 

A Tencent apresenta alta de 11% neste mês e deve registrar seu maior avanço mensal desde janeiro. A elevação de mais de 9% do Alibaba se compara ao melhor desempenho da empresa desde maio. A Xiaomi tem alta de 19% em novembro.

Em alguma medida, as empresas americanas estão passando pelo mesmo processo que suas contrapartes asiáticas viveram. Os investidores reavaliam seus valores de mercado inflados e suas projeções otimistas de crescimento. 

“Alguns dos nomes da tecnologia dos Estados Unidos vinham carregando o preço da perfeição. Na China, os nomes equivalentes carregavam o preço do desastre”, disse Thomas Poullaouec, que comanda a área de soluções multiativos para a região Ásia-Pacífico na corretora T. Rowe Price.

Alguma perspectiva também ajuda. Em 2018, a maioria das grandes ações de tecnologia americanas se saiu melhor do que suas rivais chinesas. Apple, Amazon e Netflix continuam a mostrar avanço em suas cotações, até agora no ano. A Alphabet não subiu nem baixou muito, e o Facebook sofreu uma profunda queda.

Andrew Swan, diretor de ações asiáticas no grupo de capital privado BlackRock, disse que mantém a cautela quanto às ações de tecnologia chinesas devido ao crescimento mais lento que elas mostram, e ao maior escrutínio das autoridades regulatórias.

“As expectativas quanto a essas empresas eram positivas demais”, ele disse. “Para um setor que cresceu em mais de 30% ao ano por diversos anos, agora vivemos em um ambiente com crescimento zero de receita. E creio que isso continuará por algum tempo.”

The Wall Street Journal, traduzido do inglês por Paulo Migliacci 

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