Descrição de chapéu Agora Folha Verão

Dispara a procura por ventiladores na capital

Apesar de mais caro, o ar condicionado também tem sido procurado pelos consumidores

Marcela Marcos
São Paulo | Agora

A onda de calor em São Paulo fez disparar a procura por ventiladores. Quem buscou o produto nas Casas Bahia da praça Ramos de Azevedo (região central) não encontrou nenhum modelo à venda ontem à tarde.

O mesmo aconteceu na unidade do Magazine Luiza da rua Direita, também no centro. “A demanda praticamente triplicou desde quinta-feira passada”, disse o gerente da loja, Thiago Assumpção. Segundo ele, os itens chegam à noite ao estabelecimento e, no dia seguinte, por volta das 11h (pouco depois da abertura da loja), “já não tem mais nada”. Nesse caso, o cliente precisa encomendar o produto, e só consegue retirar após 48h.

No Magazine Luiza da região central, o preço dos ventiladores varia de R$ 89 a R$ 299, dependendo do tamanho da hélice.

Apesar de mais caro, o ar condicionado também tem sido procurado pelos consumidores. Nas últimas semanas, segundo a assessoria de imprensa do Google, as buscas pelo produto no site aumentaram mais de 420%. O Brasil é o país mais interessado no assunto nos últimos sete dias, segundo o levantamento da companhia baseado nas pesquisas dos usuários do buscador. Só o termo “melhor ar-condicionado portátil” teve alta de 750% nas buscas.

A procura maior por itens para fugir do calorão faz todo sentido, já que essa tem sido a semana mais quente de 2018. “Na última segunda-feira, a capital paulista registrou 34,1 graus. Essa tinha sido a maior temperatura do ano, mas foi superada ontem, quando fez 34,4 graus”, diz Marina Vieira, meteorologista do Clima tempo. De acordo com a especialista, a temperatura deve permanecer acima dos 30 graus até a primeira semana de janeiro.

Ventilador exposto em loja da região central de São Paulo; com calor recorde neste ano, clientes precisam chegar cedo para conseguir comprar
Ventilador exposto em loja da região central de São Paulo; com calor recorde neste ano, clientes precisam chegar cedo para conseguir comprar - Ronny Santos/Folhapress
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