EUA e China veem avanço em negociações guerra comercial

Líderes conversam por telefone e apontam progresso em tratativas sobre alta de tarifas

Xangai e Washington

A China disse estar disposta a trabalhar com os EUA para implementar o “importante consenso” alcançado no G20, num possível sinal de progresso nas negociações comerciais após um telefonema entre os líderes dos dois países no fim de semana.

O dirigente chinês, Xi Jinping, e o presidente Donald Trump em Buenos Aires, onde anunciaram trégua na guerra comercial, no início do mês
O dirigente chinês, Xi Jinping, e o presidente Donald Trump em Buenos Aires, onde anunciaram trégua na guerra comercial, no início do mês - Pablo Martinez Monsivais - 1º.dez.18/Associated Press

Donald Trump e o dirigente chinês, Xi Jinping, conversaram pelo telefone no sábado (29). O presidente dos Estados Unidos elogiou o “progresso positivo” nas negociações bilaterais, disse o Ministério das Relações Exteriores da China em um comunicado. 

No Twitter, o americano descreveu uma “longa e boa ligação” com o chinês.

No dia 1º, na cúpula do G20 em Buenos Aires, Trump e Xi anunciaram uma trégua na guerra comercial travada entre os países. Um cessar-fogo adiou por 90 dias um aumento nas tarifas impostas a US$ 200 bilhões (R$ 780 bilhões) de bens chineses de 10% para 25%, planejado para esta terça (1º).

No entanto, temores com um colapso na trégua comercial deixaram os mercados financeiros instáveis neste mês. 

Ao mesmo tempo, preocupações com as tarifas existentes e as que ainda podem entrar em vigor começam a minar a confiança das empresas em todo o mundo, contribuindo para as previsões de desaceleração do crescimento global. 

A prisão de Meng Wanzhou, diretora da Huawei, no Canadá, a pedido dos EUA, também aumentou a ansiedade sobre as relações entre as duas potências.

Analistas questionam se será possível alcançar até março acordo substantivo para resolver problemas importantes, como roubo de propriedade intelectual e transferência forçada de tecnologia. 

As partes têm tomado medidas para impedir que o cessar-fogo entre em colapso. 

A China, por exemplo, reduziu as tarifas de automóveis de volta a seus níveis antes da guerra comercial e começou a comprar de novo a soja dos EUA.
 

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