Após repercussão, BC cogita reincluir parentes de políticos em monitoramento bancário

Retirada de familiares da lista causou reação negativa e foi criticada por Sergio Moro

Mariana Carneiro
Brasília

O Banco Central já fala em reincluir os parentes de políticos na lista de vigilância obrigatória dos bancos em ações para coibir a lavagem de dinheiro. 

Nesta quinta-feira (24), após a repercussão da decisão de retirar os parentes da lista, o BC informou que irá reavaliar a medida.

“O Banco Central irá avaliar no bojo da consulta pública colocar a menção explícita a 'parentes' na relação de Pessoas Politicamente Expostas (PEP)", informou, por meio de nota. 

Sede do Banco Central, em São Paulo
Sede do Banco Central, em São Paulo - Rahel Patrasso/Xinhua

"Não é objetivo do Banco Central afrouxar nenhum controle. A proposta colocada em consulta pública continua obrigando os bancos a monitorarem transações suspeitas de parentes de Pessoas Politicamente Expostas (PPE), mas podemos mencionar de forma explicita.”

Conforme noticiou a Folha, o BC está revisando as normas que os bancos devem seguir na prevenção à lavagem de dinheiro. Em proposta levada à consulta pública, a autoridade retirou os parentes de políticos da lista de monitoramento obrigatório dos bancos.

Pelas regras em vigor, políticos e autoridades do setor público, como magistrados da alta corte, têm vigilância reforçada, assim como seus parentes de primeiro grau –pais, filhos, cônjuge e enteados. Eles integram o grupo chamado PEP (pessoas expostas politicamente). 

O objetivo é coibir eventual lavagem de dinheiro que teve origem em desvio de recursos do Estado.

A retirada dos parentes do PEP provocou reação negativa de integrantes do Ministério Público, da Polícia Federal e também do ministro Sergio Moro (Justiça). 

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