Depois de Polônia e Alemanha, funcionários da Amazon fazem greve na Espanha

Trabalhadores pedem melhores condições de trabalho e salários

Madri

Trabalhadores do maior centro de distribuição da Amazon na Espanha iniciaram greve de dois dias nesta quinta-feira (3), antes do tradicional dia de troca de presentes do Dia de Reis, em meio a uma campanha para melhores condições de trabalho e salários.

A greve, convocada pelas duas maiores centrais sindicais do país, CCOO e UGT, pode atingir a entrega de produtos comprados para o Dia de Reis, que marca o dia na tradição cristã em que os três reis magos levaram presentes para Jesus.

Setenta por cento dos funcionários da Amazon no centro de distribuição aderiram à greve, disse o representante da CCOO Douglas Harper; um porta-voz da Amazon negou a informação
Setenta por cento dos funcionários da Amazon no centro de distribuição aderiram à greve, disse o representante da CCOO Douglas Harper; um porta-voz da Amazon negou a informação - David Cerny/Reuters

"Estamos protestando faz um ano. Esta é a empresa mais rica do mundo e eles querem continuar lucrando retirando direitos dos trabalhadores", disse David Matarraz, funcionário da Amazon do lado de fora do galpão da companhia em Madri.

Empregados da Amazon na Alemanha e na Polônia também fizeram greves recentes, demandando melhores condições de trabalho.

Os trabalhadores da Amazon na Alemanha e Espanha entraram em greve dois meses atrás, durante a Black Friday, mas a companhia disse que não houve impacto nas encomendas dos clientes.

Setenta por cento dos funcionários da Amazon no centro de distribuição aderiram à greve, disse o representante da CCOO Douglas Harper. Um porta-voz da Amazon negou a informação, afirmando que a maior parte dos funcionários do galpão estava trabalhando nesta quinta-feira.

Os funcionários do centro de distribuição em Madri ganham um mínimo de 19.300 euros por ano, disse o porta-voz. O salário mínimo na Espanha é de 1.050 euros por mês.

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