Descrição de chapéu Tragédia em Brumadinho

Presidente da Vale diz que empresa ainda não conhece dimensão nem causa da tragédia

Fabio Schvarstman disse estar consternado com rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho

Joana Cunha
São Paulo

Em suas primeiras manifestações públicas após o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho nesta sexta-feira (25), o  presidente da companhia, Fabio Schvarstman, disse estar "consternado" e pediu desculpas.  

Mencionou a tragédia da outra barragem rompida há cerca de três anos em Mariana e ressalvou que a Vale é uma "empresa séria". Segundo ele, a mineradora ainda não conhece as causas da tragédia nem sua dimensão exata. 

Schvartsman gravou um vídeo, divulgado no site da empresa, dizendo que a tragédia "dói a alma" e que "não tem palavras para descrever" sua "enorme tristeza e desaponto".

"Quero dizer da minha solidariedade e que a Vale inteira vai fazer o que for possível e impossível para ajudar as pessoas atingidas", disse.  

Sem entrar em detalhes técnicos, o presidente da mineradora disse que a companhia fez um "esforço imenso" para deixar as barragens "na melhor condição possível" e, depois do fato em Mariana,  "uma lista infindável de ações foram tomadas do ponto de vista de garantir a estabilidade a segurança dessas barragens".

  "É indesculpável, mas mesmo assim eu peço desculpas a todos os atingidos e a toda a sociedade brasileira e quero dizer que não mediremos esforços para enfrentar essa questão da forma como ela tem que ser enfrentada", afirmou no vídeo. 

O executivo também falou rapidamente com a imprensa, lamentando o caso, mas disse ter poucas informações.  

"Houve um significativo vazamento e certamente tem pessoas atingidas. Nós não sabemos a extensão ainda, nós não sabemos a causa. Mas o que eu quero dividir com vocês é a nossa consternação, o nosso profundo pesar pelo que aconteceu. Não existem palavras que possam explicar a dor que eu estou sentindo pelo que terá sido causado às vítimas, se elas existirem, porque nesse volume de coisas que acontecem certamente tem", disse o executivo à Globo News, na tarde desta sexta-feira, no prédio da companhia, no Rio de Janeiro.    

O Corpo de Bombeiros já possui informação de que há ao menos 200 pessoas desaparecidas. 

 

As falas do presidente da empresa reproduzem mensagens que já haviam sido divulgadas pela companhia por meio de notas. Mais cedo, um comunicado da Vale afirmou que "a prioridade máxima da empresa, neste momento, é apoiar nos resgates para ajudar a preservar e proteger a vida de empregados, próprios e terceiros, e das comunidades locais".

Schvartsman falou também que a empresa ainda não tem a exata dimensão da tragédia e que aguardaria melhores condições climáticas para embarcar em um voo para o local. Ele chegou, também nesta sexta-feira, de Davos, onde foi acompanhar os eventos do Fórum Econômico Mundial.  

"Eu acabei de chegar da Suíça neste instante e, assim que o tempo abrir, eu vou pegar um avião e vou para o local para procurar ajudar no que eu puder. A nossa preocupação, a minha preocupação, a Vale como um todo, vai se preocupar profundamente com as vítimas. Resgatar as pessoas, atender as pessoas, fazer tudo o que estiver ao seu alcance para tentar enfrentar essa situação inimaginável", disse o presidente da Vale.   

Em nota, a mineradora afirma que os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco, mas diz que ainda tem confirmação sobre a presença de feridos no local. 

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