Reformas são essenciais para manter inflação baixa a longo prazo, diz presidente do BC

Índice de inflação, divulgado nesta sexta, ficou em 3,75% em 2018, abaixo do centro da meta para o ano

Nicola Pamplona
Rio de Janeiro

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou nesta sexta (11) defesa de reformas e ajustes na economia para manter a inflação baixa no médio e longo prazos. 

Ele lembrou que o IPCA de 2018 ficou dentro da meta e a expectativa do mercado é que a situação se repita nos próximos anos.

“Manter o controle da inflação é um trabalho contínuo, sabendo que reformas e ajustes necessários à economia brasileira são essenciais para manter a inflação baixa no médio e no longo prazos, para a queda estrutural das taxas de juros e para a recuperação sustentável da economia”, disse , em evento na sede do BC no Rio.

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Ilan Goldfajn, presidente do BC - Evaristo Sa/AFP

Nesta sexta, o IBGE informou que o IPCA, índice oficial de inflação, fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro da meta estabelecida pelo governo, que é 4,5%. Goldfajn afirmou que, no regime de metas, a confiança na política monetária é fundamental para as expectativas do mercado.

“O mais importante é que as perspectivas de inflação para os próximos anos continuam dentro da meta”, completou, citando dados do boletim Focus. Para 2019 e 2020, a projeção é qwe o IPCA seja de 4%. Para 2021, 3,75%.

Goldfajn participa do lançamento da coleção “História contada do Banco Central”, com depoimentos de ex-presidentes da instituição. Ele será substituído no BC por Roberto Campos Neto, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro que precisa ainda ter seu nome aprovado pelo Senado.
 

 
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