Descrição de chapéu Balanços

Bolsa sobe apoiada por alta de 10% da Magazine Luiza e exterior positivo

Dólar recuou também em linha com o exterior

São Paulo | Reuters

A Bolsa brasileira fechou em alta nesta sexta-feira, apoiada pela valorização de mais de 10% das ações da Magazine Luiza e também com exterior positivo. O dólar recuou.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, ganhou 0,98%, a 97.885 pontos. O giro financeiro foi de R$ 14 bilhões, abaixo da média do ano.

O índice foi ajudado pela alta de 10,4% nas ações da Magazine Luiza, que reportou alta de 14,5% do lucro no quarto trimestre, apoiada no crescimento forte das vendas e na diluição de despesas operacionais. Analistas do Credit Suisse consideraram o resultado excepcional.

Na semana, o índice subiu 0,37%, alta modesta e que reflete investidores avaliando qual será o tamanho da desidratação da reforma da Previdência, apresentada pelo governo na quarta-feira (20).

No exterior, Wall Street fechou com os principais índices acionários no azul, tendo no radar as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Investidores seguem monitorando o andamento da proposta de reforma da Previdência encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional, com ajustes de expectativas para a tramitação, de eventuais mudanças ou desidratação do texto.

"A batalha agora é acertar a articulação política do Executivo, de modo a evitar que a proposta seja excessivamente desfigurada", afirmou a equipe da Brasil Plural a clientes.

Para Marcelo Mesquita, sócio na Leblon Equities, a bolsa tem um pano de fundo estruturalmente positivo, com o governo brasileiro na direção de reformas necessárias, de política fiscal responsável e venda de ativos para reduzir a dívida pública e juros por consequência.

"O mercado aguarda agora a execução deste projeto, seja no Executivo, no Legislativo e até no Judiciário. Na medida em que as coisas forem sendo de fato implementadas, teremos a bolsa reagindo continuadamente, pois o custo de capital no país estará se reduzindo e os negócios valendo mais", afirmou.

Já o dólar encerrou em queda nesta sexta-feira, acompanhando o exterior, com maior procura por risco diante do otimismo ligado às negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

A moeda americana cedeu 0,53%, a R$ 3,7420. Na semana, a divisa caiu 1% ante o real.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, informou que a equipe de negociadores chineses estendeu a viagem em dois dias para prosseguir com as conversas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há uma chance boa de um acordo, acrescentando que as decisões finais serão feitas por ele e pelo presidente chinês, Xi Jinping.

Segundo Trump, ele e Xi devem se reunir na Flórida.

O representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, disse que os países progrediram na questão de transferências de tecnologia, uma das demandas cruciais dos norte-americanos.

Como parte das negociações, a China aceitou comprar até 1,2 trilhão de reais em produtos norte-americanos, reportou a CNBC, citando fontes familiarizadas com a situação.

No plano doméstico, o foco seguiu no assunto reforma da Previdência.

"Investidores estão de certa forma confortáveis com o que foi divulgado com relação ao texto da reforma. Acho que o mercado trabalhou mais em função do que pode vir durante o fim de semana", afirmou um operador de uma corretora nacional, referindo-se a possíveis articulações do governo.

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse nesta sexta que o texto não vai avançar até que o projeto referente à aposentadoria dos militares chegue ao Congresso.

Ainda nesta sexta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que o governo ainda não tem os votos necessários para aprovar a reforma, mas que há um sentimento favorável na Casa, acrescentando que a matéria pode ser votada ainda no primeiro semestre.

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