Brasil tem pior janeiro desde 2015 para transações correntes

Déficit chegou a R$ 24,4 bilhões no mês

Brasília | Reuters

O Brasil teve déficit em transações correntes de US$ 6,548 bilhões (R$ 24,4 bilhões) em janeiro, pior resultado para o mês desde 2015, divulgou o Banco Central nesta segunda-feira.

O rombo nas transações correntes veio praticamente em linha com expectativa de déficit de US$ 6,348 bilhões (R$ 23,6 bilhões), conforme pesquisa da Reuters com analistas, e representou uma alta de 4,1% sobre o desempenho registrado no mesmo mês do ano passado.

Enquanto isso, os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 5,866 bilhões (R$ 21,8 bilhões), acima da projeção de analistas de US$ 4,5 bilhões (R$ 16,7 bilhões), mas em montante insuficiente para financiar o déficit nas transações no mês.

Cédulas de real em mãos de boneco
Gabriel Cabral/Folhapress

Em 12 meses, o buraco nas transações correntes soma US$ 14,766 bilhões (R$ 55 bilhões), ou 0,78% do PIB (Produto Interno Bruto). O BC prevê um déficit de US$ 35,6 bilhões (R$ 132,7 bilhões) neste ano, conforme projeção feita em dezembro, ante dado negativo em US$ 14,510 bilhões (R$ 54,1 bilhões) em 2018.

A piora deve-se principalmente ao resultado menos expressivo esperado para a balança comercial, afetada pelo crescimento mais vigoroso das importações em meio à recuperação econômica.

Em janeiro, a balança comercial ficou positiva em US$ 1,633 bilhão (R$ 6,09 bilhões), bem abaixo do patamar de US$ 2,4 bilhões (R$ 8,95 bilhões) registrado um ano antes, diante de uma aceleração maior na ponta das importações que das exportações.

Enquanto isso, os gastos líquidos de brasileiros no exterior alcançaram US$ 986 milhões (R$ 3,67 bilhões) em janeiro, um recuo de 19,4% sobre igual mês do ano passado.

Já as remessas de lucros e dividendos ficaram praticamente estáveis a US$ 1,478 bilhão (R$ 5,48 bilhões), sobre US$ 1,482 (R$ 5,52 bilhões) em janeiro de 2018.

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