Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Em cerimônia discreta, Roberto Campos toma posse como presidente do BC

Assim como Ilan Goldfajn, economista assinou termo de posse no gabinete presidencial, sem convidados e discursos

Brasília

O economista Roberto Campos Neto tomou posse nesta quinta-feira (28) no cargo de presidente do Banco Central em uma cerimônia discreta, com a ausência de convidados e discursos.

Ele assinou o termo de posse no gabinete do presidente Jair Bolsonaro, com a presença apenas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de sua mulher, Adriana de Oliveira Campos.

A nomeação será publicada ainda nesta quinta-feira (18), em edição extra do "Diário Oficial da União". Campos Neto substituirá no posto o também economista Ilan Goldfajn, que também assumiu em cerimônia discreta.

Presidente da República, Jair Bolsonaro durante Posse do novo Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto
Presidente da República Jair Bolsonaro durante posse do novo Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto - Marcos Corrêa/PR

Ele assinou o termo de posse, em junho de 2016, no gabinete presidencial, com as presenças do então presidente Michel Temer e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Campos tem especialização pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) e uma carreira de quase 18 anos no Santander, só interrompida por uma curta passagem pela gestora de recursos Claritas.

No processo de escolha, as credenciais técnicas dele se juntaram a um aspecto importante: o economista é neto de Roberto Campos, um ícone da escola liberal brasileira, morto em 2001.

Foi pelo avô, de quem era próximo, que Guedes chegou ao neto. O parentesco não é irrelevante para um governo que preza por simbologias.

O avô do novo presidente foi ministro do Planejamento no governo do general Castello Branco, negociador da dívida externa do país e, curiosamente, um dos primeiros defensores da autonomia do Banco Central. 

A troca de Ilan por Campos Neto não foi muito sentida pelo mercado, que tem a avaliação de que ele seguirá regendo a inflação com mãos firmes, a despeito da inexperiência no setor público. 

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