Honda vai fechar fábrica no Reino Unido em 2022, diz parlamentar

De acordo com agência, serão fechadas 3.500 vagas de trabalho

Londres | Reuters

A Honda deve anunciar o fechamento de sua única fábrica de carros na Inglaterra em 2022, o que vai resultar em corte de 3.500 empregos, disse um parlamentar à Reuters em mais um revés da indústria automotiva.

Em 2017, a Honda montou pouco mais de 160 mil veículos na fábrica de Swindon, no sul da Inglaterra. A planta produz os modelos Civic e CV-R, representando pouco mais de 10% da produção total britânica, de 1,52 milhão de carros.

A empresa vem enfrentando dificuldades na Europa nos últimos anos, e a indústria enfrenta uma série de desafios, entre os quais a queda na demanda por veículos a diesel e uma regulamentação mais rígida, além das incertezas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, prevista para o próximo mês.

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Caminhão cegonha da Honda transporta carros produzidos na fábrica da Honda em Swindon, no Reino Unido - Eddie Keogh/Reuters

Justin Tomlinson, um parlamentar conservador de Swindon que votou no Brexit em 2016, disse que se encontrou com o ministro de negócios e representantes da Honda, que confirmaram os planos.

"Eles deveriam fazer uma declaração amanhã (19) de manhã, obviamente a informação vazou mais cedo", disse Tomlinson, legislador de North Swindon, à Reuters. "Isso não é relacionado ao Brexit. É um reflexo do mercado global. Eles estão buscando consolidar a produção no Japão."

A Honda não comentou o assunto, mas afirmou que "levamos nossas responsabilidades para com nossos funcionários muito a sério e sempre comunicamos qualquer notícia significativa com eles primeiro", disse.

O acordo de comércio UE-Japão, recentemente confirmado, eliminou as tarifas de importação carros japoneses para o continente europeu, enquanto a Grã-Bretanha está lutando para avançar nas negociações sobre as relações comerciais pós-Brexit com Tóquio.

A Honda, que vem fabricando mais carros para venda fora da Europa nos últimos anos, disse no início deste mês que seus volumes de produção em Swindon serão reduzidos para 570 carros por dia e que por isso faria cortes de empregos.

"Essa redução no volume não terá nenhum impacto em nossos níveis permanentes de recursos e está alinhada com nossos planos de produção atuais", disse a empresa na ocasião.

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