Lucro do Banco do Brasil cresce 22,2% em 2018

Renda de tarifas, crédito e controle de gastos ajudaram, informou a instituição

São Paulo

O Banco do Brasil informou que seu lucro ajustado (que exclui efeitos extraordinários) cresceu 22,2% em 2018, para R$ 13,513 bilhões.

No último trimestre do ano passado, o resultado foi de R$ 3,8 bilhões, valor 20,6% maior se comparado ao quarto trimestre de 2017 e 13% superior ao período imediatamente anterior.

"Esse foi o melhor resultado trimestral dos últimos dez anos", afirmou Carlos Hamilton, vice-presidente de gestão financeira do BB.

Segundo o banco, a especialização do atendimento e o avanço da estratégia digital influenciaram o desempenho positivo das receitas de tarifas, qualidade do crédito e controle das despesas administrativas.

A receita com prestação de serviços subiu 5,8%, somando R$ 27,5 bilhões no ano passado. Já as despesas administrativas avançaram 0,6% —abaixo da inflação, destaca o BB.

A carteira de crédito ampliada do BB cresceu 1,8% em 12 meses, finalizando o ano a R$ 697,3 bilhões.

O empréstimo para pessoa física subiu 7,6%, em 12 meses, para R$ 13,4 bilhões, puxada pelo crédito consignado (alta de 8,7%) e pelo financiamento imobiliário (crescimento de 13,7%).

O segmento de pessoa jurídica recuou 0,4% na comparação anual, mas o banco destaca um avanço de 0,7% do terceiro para o quatro trimestre, impulsionado pelo crescimento de 1,2% da carteira de micro e pequenas empresas, que voltou a subir após 15 trimestres consecutivos de queda.

"A estratégia privilegia linhas com menor relação risco-retorno, como capital de giro e desconto de recebíveis, operações com prazos mais curtos e com garantias", afirmou Hamilton.

A inadimplência recuou para 2,53% em dezembro. Com isso, a despesa com provisões para crédito duvidoso caiu 19% na comparação anual.

Em termos percentuais, o BB só não superou o crescimento do Santander, de 24,6%. O Bradesco lucrou 13% mais no ano passado e o Itaú, 3,43%. 

Para 2019, o Banco do Brasil prevê um crescimento no lucro líquido de 14,5% a 17,5% e uma expansão de 3% a 6% na carteira de crédito.

Agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro
Agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro - Pilar Olivares - 14.ago.14/Reuters
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