Descrição de chapéu Governo Bolsonaro Previdência

Secretário diz que necessidade de reforma vai se sobrepor a "prováveis intempéries políticas"

Rogério Marinho minimizou impacto da crise política vivida pelo governo de Jair Bolsonaro

Brasília

O Secretário Especial da Previdência, Rogério Marinho, minimizou nesta quarta-feira (20) o impacto da crise política vivida pelo governo de Jair Bolsonaro na tramitação da reforma da Previdência no Congresso.

Os detalhes da proposta estão sendo anunciados pela equipe econômica em Brasília nesta quarta-feira (20). Acompanhe no live. 

"Primeiro, essa é uma pauta que não pertence ao governo, pertence ao país. Temos convicção de que qualquer que seja o resultado de prováveis intempéries politicas, essa pauta vai se sobrepor".

Ao deixar o Congresso, onde Bolsonaro levou pessoalmente a proposta ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Marinho disse que o governo tem convicção de que há um clima favorável à aprovação da reforma da Previdência. 

Segundo ele, o governo espera votar o texto no plenário da Câmara entre meados e fim de maio. 

Enquanto o governo trabalha para consolidar uma base no Legislativo, e um dia após sofrer a primeira derrota na Câmara, Marinho disse que a maioria a favor da reforma será construída.

"Esse processo de construção de maioria vai se dar no processo de discussão, como é normal em qualquer parlamento. Eu não tenho nenhuma dúvida que essa é uma pauta independente de partidos", afirmou.

As mudanças nas regras de aposentadoria estiveram na pauta do governo de Michel Temer, que viu seus planos de aprovação do texto frustradas após desgaste da base aliada, numa sucessão de crises  políticas na qual ele mesmo foi alvo com duas denúncias. 

Na sala da presidência da Câmara, Bolsonaro admitiu ter errado por ter votado no passado, quando era deputado federal, de forma contrária a mudanças nas regras de aposentadoria. 

Marinho disse que o presidente "está convicto da responsabilidade que tem" e que ele "apoiou extraordinariamente o ministro da Economia [Paulo Guedes] e toda a sua equipe durante a elaboração do projeto de forma, eu diria, decisiva de momentos importantes e cruciais."

O ministro da Economia Paulo Guedes - Ueslei Marcelino/Reuters


 

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