Descrição de chapéu Previdência

Bolsa sobe 1,75% e recupera parte das perdas com crise na Previdência

Alta foi sustentada por Petrobras; no exterior, o dia também foi positivo

Tássia Kastner
São Paulo

A Bolsa brasileira avançou mais de 1,5% nesta terça-feira (26), recuperando parte das perdas recentes, apesar do noticiário doméstico seguir negativo para a aprovação da reforma da Previdência. Valorizações das principais Bolsas no exterior ajudaram a sustentar o mercado local.

O revés do dia foi a desistência do ministro Paulo Guedes (Economia) de participar de uma audiência pública na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), na qual explicaria os principais pontos da reforma da Previdência.

O evento tinha potencial para se transformar em mais um capítulo da queda de braço travada entre governo e Congresso sobre a tramitação da reforma. Nesta terça, parlamentares indicaram que devem vetar mudanças no benefício pago a idosos em condição de pobreza, na aposentadoria rural e também nos trechos que devem desconstitucionalizar a Previdência.

“Poderia haver um desgaste de Paulo Guedes, que poderia ter mais perdas indo lá falar, do que não indo. Nesse momento em que os nervos políticos mais à flor da pele, seria uma discussão mais partidária que econômica”, diz Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos.

Para o analista, a redução de danos pela ausência de Guedes não deveria ser suficiente para sustentar a forte alta da Bolsa.

O Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, avançou 1,75% e encerrou o dia a 95.306 pontos. O giro financeiro foi de R$ 15,3 bilhões, pouco abaixo da média diária do ano, ao redor de R$ 16 bilhões.

Apesar da disparada, o mercado ainda acumula perda de quase 5% desde a máxima recente, de 99.993 pontos.

No cenário corporativo, a forte valorização dos papéis da Petrobras, mais de 4%, ajudou a dar sustentação à Bolsa. Paulo Guedes afirmou nesta terça que chegou a um acordo para a votação da cessão onerosa, objeto de disputa entre estados e municípios, que querem receber parte das receitas.

No exterior, as Bolsas também avançaram, mas de forma mais modesta. Nos Estados Unidos, os ganhos ficaram entre 0,50% e 0,70%.

O dólar também avançou ante o real, seguindo a tendência das principais divisas emergentes. A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 3,8670 (+0,25%).

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