Descrição de chapéu The Wall Street Journal

China e Estados Unidos estão próximos de acordo que pode encerrar guerra comercial

Na semana passada, Trump adiou imposição de novas tarifas por avanço nas negociações

Washington e Pequim | The Wall Street Journal

China e Estados Unidos estão na etapa final para fechar um acordo comercial, após Pequim sinalizar redução de tarifas e outras restrições a produtos agrícolas, químicos, veículos e outros itens americanos. Como contrapartida, Washington considera remover muitas, talvez todas, as sanções impostas contra produtos chineses desde o ano passado. Acordo pode encerrar guerra comercial travada há um ano.

O acordo está sendo desenhado desde um encontro realizado em Washington, em fevereiro, afirmaram pessoas dos dois países envolvidas com as negociações ao The Wall Street Journal. Elas alertaram que ainda existem obstáculos, e cada lado pode enfrentar resistências domésticas que considerem os termos do acordo muito favoráveis ao outro país.

Apesar das possíveis restrições, as conversas avançaram o suficiente para que um acordo formal possa ser fechado em um encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, provavelmente em 27 de março, depois que Xi encerrar sua viagem por Itália e França.

No domingo passado, Trump havia anunciado que as negociações estavam avançando e, por isso, adiaria o novo aumento tarifário previsto para 1º de março. Além disso, ele afirmou que a reunião de cúpula com Xi deveria ocorrer em seu resort de luxo em Mar-a-Lago, na Flórida.

Como parte do acordo, o governo chinês estaria disposto a igualar as condições de competição para empresas no país, incluindo um cronograma mais rápido para a eliminação de limites para investimentos de capital estrangeiro na China, além de reduzir as tarifas de importação de carros, atualmente em 15%.

Pequim também elevaria o volume de importações de produtos americanos, um aceno a Trump, que adotou como promessa de campanha a redução do déficit comercial com a China. Uma das propostas deve ser a compra de US$ 18 bilhões em gás natural pela empresa de energia Cheniere, disse uma pessoa que acompanha a operação.

Os dois países continuam negociando sobre a política industrial chinesa que os Estados Unidos afirmam dar vantagem competitiva à empresas do país, especialmente as estatais. Na semana passada, o representante americano nas negociações, Robert Lighthizer, disse que questões sobre propriedade intelectual alcançavam quase 30 das mais 100 páginas de um documento de trabalho.

Outras pessoas envolvidas com as negociações disseram que os Estados Unidos pressionam para que chineses não retaliem, ao menos em alguns casos, se os americanos mantiverem parte das sanções fixada no ano passado. Isso seria uma grande concessão para chineses, que disseram planejar garantir que o acordo não seja desigual para a China.

Oficialmente, a guerra comercial entre EUA e China começou em março do ano passado, quando Trump anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre a importação de aço e de 10% sobre a de alumínio. Nesse primeiro momento, o alvo não era declaradamente o gigante asiático.

Mas a situação começou a escalar e a se tornar bilateral a partir de abril, quando a China retaliou e decidiu impor tarifas sobre US$ 3 bilhões de produtos americanos.

A trégua na escalada da guerra comercial ocorreu em novembro, durante reunião do G20 em Buenos Aires, quando os países fixaram prazo de 90 dias para a negociação de um acordo.

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