Descrição de chapéu Previdência Governo Bolsonaro

Governo tenta que reforma da Previdência de militares gere economia apesar de concessões

Projeto de lei que altera as regras deve ser apresentado na quarta-feira

Thiago Resende
Brasília

Em negociação com representantes das Forças Armadas, o governo tenta chegar a um consenso para que, apesar das concessões a serem dadas aos militares, a reforma da Previdência para essas carreiras ainda represente uma economia de gastos públicos.

"Estamos trabalhando justamente para que haja ganho para o Tesouro", disse, nesta segunda-feira (18), o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

O projeto de lei que altera as regras para as Forças Armadas, policiais militares e bombeiros dos estados deve ser apresentado na quarta-feira (20).

Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia
Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia - Ricardo Moraes/Reuters

O texto também deve prever uma reestruturação das carreiras, permitindo, por exemplo, aumento das gratificações.

Por isso, a equipe econômica negocia com os militares para que nem todos os pedidos feitos pelas Forças Armadas sejam atendidos, como reajustes salariais.

A expectativa é que o endurecimento das regras para entrar na reserva e o aumento de alíquotas para o Exército, Marinha e Aeronáutica representem um corte de aproximadamente R$ 92 bilhões em dez anos.

"O impacto da reestruturação da carreira será apresentado na quarta-feira. Não se trata de aumento de soldos", afirmou Marinho.

Para ele, não haverá problema ao apresentar ao Congresso um projeto que altera a Previdência dos militares e, ao mesmo tempo, concede benefícios às carreiras.

"O Congresso é soberano e saberá separar as coisas. Inclusive, nós temos toda a convicção de que vai prevalecer o espírito público."

Em viagem ao exterior, o presidente Jair Bolsonaro está sendo informado sobre as alterações no projeto de lei que se refere à reforma da Previdência dos militares, segundo o secretário.

Assim, a ideia é que Bolsonaro veja a versão final na quarta-feira e encaminhe o texto ao Congresso no mesmo dia.

"É natural que o presidente da República tenha o interesse em verificar o final do trabalho. Ele que acompanhou todo esse período as mudanças que foram feitas. As tratativas que foram efetuadas", declarou Marinho.

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