Internacional, aeroporto perto de Cuiabá nunca fez voo para fora

Obras previstas para a Copa só foram entregues em maio de 2017

Pablo Rodrigo
Cuiabá

Na região Centro-Oeste, o aeroporto internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá (MT), apesar do nome, ainda não tem previsão de quando fará voos comerciais diretos para fora do país.

Com o leilão nesta sexta-feira (15), o terminal poderá se tornar um hub, já que a área de cargas também poderá ser ampliada com a concessão.

A concorrência será dividida em três blocos: SudesteCentro-Oeste e Nordeste.  ​

De médio porte, o Marechal Rondon recebe passageiros principalmente do agronegócio e do ecoturismo, por causa do Pantanal e da proximidade com o Parque Nacional de Chapada de Guimarães.

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Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá - Divulgação/Infraero

A capacidade é para que 5,7 milhões de passageiros por ano. Ele recebeu em 2018, segundo o Ministério da Infraestrutura, 3,03 milhões. Neste primeiro bimestre, foram 532.946 mil pessoas em embarque e desembarque, um aumento de 7,28% se comparado ao mesmo período do ano passado.

No transporte de cargas, segundo a Infraero, foram 100,3 toneladas em 2018, um aumento de 60% comparado ao ano anterior. Do total, 90% é importação, a maioria relacionado a produtos para atender o campo, como aeronaves agrícolas e peças de manutenção. Do restante exportado, predomina gelatina alimentícia e farmacêutica produzida em Mato Groso e vendida para a Europa.

O aeroporto foi contemplado com obras de infraestrutura com a Copa de 2014, por Cuiabá ter sido escolhida como uma das cidades-sedes. As obras começaram em 2012, mas as duas novas alas, A e B, só foram entregues em maio de 2017. 

Hoje elas atendem o embarque e desembarque doméstico. No que era o antigo aeroporto, a ala C, agora funciona o check-in e a área de alimentação.

Em maio do ano passado, o contrato entre a empresa responsável e o governo estadual foi rescindido, com 85,2% de execução. 

Além das alas A e B, foram entregues os serviços de ar condicionado, a reforma dos sanitários da praça de alimentação, a automatização das portas de entrada do terminal e a finalização das quatro pontes de embarque. Falta ainda, porém, reformar a ala C, além do acabamento do forro metálico e pintura desse setor.

A obra completa do aeroporto estava orçada em R$ 85,1 milhões, mas até o rompimento do contrato foram pagos R$ 71.017.165.

Além do Marechal Rondon, Mato Grosso é o único estado que tem mais três aeroportos a serem leiloados nesta sexta.

Em Sinop (500 km de Cuiabá), na região norte do estado, o aeroporto tem 453 hectares, com terminal, sessão de combate a incêndio, posto de abastecimento de aeronaves, 12 hangares e estacionamento para carros. Sua principal movimentação é para reuniões empresariais, por estar em região que concentra as plantações de soja e milho. A média de passageiros é de 150 mil por ano.

Já o aeroporto de Alta floresta (803 km de Cuiabá), também ao norte, atende 110 mil passageiros por ano e possui a quarta maior pista da região Centro Oeste, com 2500 metros de comprimento.

O aeroporto de Rondonópolis (212 km de Cuiabá), ao sul, passou a operar voos regulares de grande porte somente em outubro do ano passado. Com 240 hectares e atendendo 90 mil pessoas por ano, é o menor entre os quatro que irão a leilão na sexta.

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