Maia diz que prisões não afetam Previdência e minimiza crise com reforma de militares

'Acredito que o presidente vai conseguir organizar sua base', afirmou

Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou nesta quinta-feira (21) que as prisões do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco afetem a tramitação da reforma da Previdência. 

Temor de que o sentimento de antipolítica pudesse contaminar o ambiente de votação no plenário e dificultar a votação fez com que a Bolsa caísse durante esta quinta. 

Maia também minimizou as críticas feitas por parlamentares do partido do próprio presidente, o PSL, à proposta de reforma das aposentadoria dos militares, que incluiu uma reestruturação das carreiras das Forças Armadas.

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao lado do deputado e líder da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante a entrega da proposta de reforma da previdência dos militares - Carolina Antunes - 20.mar.19/AFP

"Acredito que o presidente vai conseguir organizar sua base", afirmou Maia à Folha

Hoje, lideranças do Congresso afirmam que apenas o PSL pode ser considerado base do governo. O líder da bancada de 54 deputados, Delegado Waldir (GO), porém, falou contra a articulação do Planalto pela aprovação da proposta de emenda constitucional. 

Para a aprovação da PEC, são necessários 308 votos favoráveis, em dois turnos.
 
Maia coloca panos quentes na discussão entre os Poderes depois de ironizar a interferência do Executivo no Congresso na noite de quarta-feira (20). 

"Eu acho engraçado. Quando dizem que o Parlamento quer indicar alguém no governo é toma lá da cá. Quando eles querem indicar relator aqui e interferir no processo legislativo não é toma la da cá?", afirmou, demonstrando irritação ao chegar ao Congresso.

Nesta quinta, Maia falou com Bolsonaro ao telefone, da residência oficial. 

Parlamentares de partidos que defendem a aprovação de uma reforma veem com apreensão os movimentos de integrantes do governo Bolsonaro de se indispor com Maia, já que o presidente da Casa é considerado o principal fiador da proposta no Congresso. 

Angela Boldrini , Ricardo Della Coletta e Talita Fernandes

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