Após acidentes fatais, Boeing reduz produção do 737 MAX

Voos do jato estão proibidos após quedas deixarem mais de 340 mortos

Chicago e Seattle (EUA) | Reuters

A companhia aeroespacial Boeing reduzirá em 20% a produção do jato 737 MAX, em razão das quedas de duas aeronaves deste modelo que deixaram 347 mortos em menos de seis meses. O anúncio foi feito pela empresa nesta sexta-feira (5).

Atualmente, os voos dos 737 MAX estão proibidos ao redor do mundo e suas entregas estão congeladas. O prazo para normalização das viagens e vendas não foi especificado.

Vista panorâmica de diversos aviões azuis da Boeing, modelo 737 MAX, estacionados no aeroporto.
Aviões Boeing 737 MAX estacionados no aeroporto de Victorville, California, em março de 2018. Os voos deste modelo estão proibidos por tempo indeterminado, e a produção será reduzida em dez unidades por mês. - Mark Ralston/AFP

O acidente mais recente ocorreu em março deste ano na Etiópia, quando um avião da Ethiopian Airlines com destino ao Quênia caiu seis minutos após a decolagem. Todos os 157 passageiros morreram na queda.

Em outubro do ano passado, na Indonésia, uma aeronave da Lion Air do mesmo modelo caiu no mar instantes depois de decolar do aeroporto de Jacarta. O acidente deixou 189 passageiros mortos.

Em ambos os casos, as investigações apontam falhas de sistema. Segundo análise da caixa-preta, o sistema MCAS, que serve para manter a suspensão do avião no ar, teria abaixado repetidamente o nariz da aeronave no momento errado.

A Boeing, que comprou recentemente a divisão comercial da Embraer, afirmou que não irá cortar empregos em razão da crise comercial. A empresa declarou que continua trabalhando na atualização do software do 737 MAX para que não haja futuros acidentes.

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