Azul desiste de oferta pela Avianca e acusa Gol e Latam de protecionismo

Declaração foi dada pelo presidente da Azul nesta quinta-feira (18)

São Paulo

O presidente da companhia aérea Azul, John Rodgerson, anunciou nesta quinta-feira (18) a desistência da oferta pela compra de parte das operações da Avianca Brasil. O executivo também acusou as rivais Gol e Latam de agirem para evitar a concorrência da ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo.

“Nossa oferta não existe mais”, disse Rodgerson a jornalistas no Palácio dos Bandeirantes, logo após o anúncio da operação de novas rotas nas cidades paulistas de Araraquara e de Guarujá.

No mês passado, a Azul assinou um acordo não vinculante de US$ 105 milhões (R$ 414,16 no câmbio atual) para compra de ativos da Avianca, incluindo slots (autorizações de pousos e decolagens) em aeroportos e contratos de leasing de aviões da rival.

“É uma pena o que nossos concorrentes estão fazendo, tentando evitar a concorrência na ponte aérea partindo de Congonhas, porque quem vai sair perdendo é o consumidor”, disse ele.

A Gol e a Latam disseram no começo do mês que fariam ofertas de pelo menos US$ 70 milhões (R$ 276,11 milhões) por ativos da Avianca Brasil, quarta maior aérea do país e que pediu recuperação judicial em dezembro de 2018.

Procurada, a Latam disse que foi abordada pela Elliott para participar da reestruturação e que "o modelo proposto permite que mais interessados participem do processo, o que é benéfico tanto para o ambiente concorrencial quanto para o consumidor".

Já a Gol disse que o acordo com o fundo "potencializa a concorrência pelos ativos da Avianca Brasil". A divisão da Avianca em unidades "permite a participação de qualquer outro interessado", segundo a aérea.

Reuters

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