BC prevê lançamento de pagamentos instantâneos em 2020

Transações devem ficar mais baratas e sair do controle dos bancos

Tássia Kastner
São Paulo

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira (26) que pretende implementar em 2020 o sistema de pagamentos instantâneos, prazo que já era esperado por empresas do mercado.

“Fizemos uma reunião ontem e decidimos antecipar o projeto para 2020”, disse, sem mencionar qual era o prazo anterior estimado pelo BC.

Campos Neto falou em evento promovido pela B3 e pela consultoria Eurasia.

As diretrizes iniciais para o novo sistema foram publicadas em dezembro do ano passado, ainda sob a gestão de Ilan Goldfajn no BC. 

A ideia é que os pagamentos ocorram em poucos segundos inclusive fora do horário bancário, a um custo menor. Para isso, as transações seriam centralizadas no Banco Central e sairiam do controle das instituições financeiras. 

Uma transferência entre contas de diferentes bancos (DOC ou TED) atualmente ocorre apenas no horário bancário e custa cerca de R$ 10 nas grandes instituições financeiras.

Outro sistema que pode mudar é o da estrutura de cartões, porque os pagamentos instantâneos também poderiam substituir o atual arranjo que combina bandeiras (Visa, Mastercard e Elo, por exemplo), maquininhas e bancos emissores de cartões.

Campos Neto falou sobre pagamentos instantâneos dois dias após publicar as diretrizes do open banking, que ainda passará por consulta pública para ter suas regras definidas.

Pelo open banking, dados de clientes e suas transações financeiras poderão ser compartilhados, desde que ele autorize. Essa é outra inovação que deve aumentar a competição no mercado financeiro, com potencial de redução de custos para o consumidor.

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