Expectativa estava alta, diz Mourão sobre queda de confiança na economia

Vice-presidente afirma ter conversado com empresários e mostrado determinação para aprovar reformas

Marina Dias Patrícia Campos Mello
Washington e São Paulo

O vice-presidente Hamilton Mourão classificou como natural a queda de otimismo do brasileiro com a economia do país nos primeiros cem dias de governo de Jair Bolsonaro e disse que as pessoas estavam com as expectativas muito altas.

Segundo pesquisa Datafolha, o percentual dos brasileiros que acreditam que a situação econômica do país vai melhorar nos próximos meses caiu de 65% para 50% —os últimos dados eram de dezembro do ano passado. A parcela dos que esperam uma piora do quadro dobrou e foi de 9% para 18%.

O vice-presidente Hamilton Mourão durante debate na Brazil Conference, em Boston
O vice-presidente Hamilton Mourão durante debate na Brazil Conference, em Boston - Divulgação

"Não tem varinha de condão. Pode ser que as expectativas das pessoas estivessem muito altas. Tem que olhar a situação geral do mundo, onde todos estão crescendo pouco", afirmou Mourão nesta segunda-feira (8), após participar de reunião com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, em Washington.

O vice brasileiro defendeu mais uma vez a aprovação de reformas estruturais, como a da Previdência, para colocar a economia do país nos trilhos. 

O Planalto tem encontrado muita dificuldade na articulação política e não conseguiu formar uma base aliada para fazer medidas importantes avançarem no Congresso.

"As pessoas olham toda a elaboração que está sendo feita para negociar isso com o Congresso e também se preocupam, então eu julgo que foi até normal essa perda de confiança [na economia]. Ela irá se recuperar, na minha visão, a partir do momento que nós conseguimos aprovar essas reformas", disse Mourão.

Nos encontros com empresários e investidores nos EUA, o vice afirmou que vai mostrar determinação para tocar as reformas e paciência para negociar com parlamentares.

"Temos clareza do que queremos, independente dessas reformas serem populares ou não, temos que ter determinação para levar isso avante, e temos que ter paciência para negociar com o Congresso", completou.

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