Mercado tem reação positiva à articulação de Bolsonaro

Bolsa acumula alta de cerca de 1,8% na semana; dólar soma queda de 1%

São Paulo | Reuters

O mercado reagiu de forma positiva aos encontros do presidente Jair Bolsonaro com líderes partidários e com jornalistas nos últimos dois dias. A sensação de falta de articulação do governo após a ida do ministro da economia, Paulo Guedes, à CCJ na quarta-feira (3) parece ter ficado para trás. 

"O governo tem se mostrado empenhado em defender a reforma da aposentadoria e isso tem motivado os mercados", afirmou Jefferson Laatus, sócio fundador do Grupo Laatus.

Nesta sexta-feira (5), os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defenderam a necessidade de uma reforma da Previdência e de Bolsonaro tomar à frente no processo de comunicar a proposta e articular sua aprovação no Parlamento.

No mesmo evento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, evitou especular quando a reforma será aprovada, mas disse não ser inteligente do ponto de vista político deixar a medida para o segundo semestre.

Nesta sexta, a bolsa superou os 97 mil pontos e encerrou o pregão em alta de 0,83%. O giro financeiro somou R$ 12,2 bilhões, abaixo da média anual de R$ 16 bilhões. Na semana, o Ibovespa, principal índice acionário do país, acumulou alta de 1,78 %. 

Já o dólar teve leve alta de 0,40%, a R$ 3,873, com investidores recompondo posições buscando proteção antes do fim de semana.

"Essa compra defensiva é um movimento típico, porque nunca se sabe o que pode sair com o mercado fechado. Mas de forma geral o cenário melhorou", disse Jaime Ferreira, diretor de câmbio da Intercam.

Na semana, a moeda americana acumulou queda de 1,08%, depois de subir 0,34% e 2,14% nas duas últimas semanas, respectivamente.

O otimismo quanto às negociações comerciais entre EUA e China impulsionaram as principais praças no exterior, com Wall Street encerrando em alta, também impulsionada por uma redução dos temores de uma desaceleração do crescimento global após dados fortes de emprego dos EUA.

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