S&P 500 e Nasdaq voltam a bater recordes

No Brasil, Bolsa tem segunda-feira estável e dólar fecha a R$ 3,9420

São Paulo e Nova York

Os índices S&P 500 e Nasdaq, da Bolsa de Nova York, voltaram a fechar com pontuação máxima histórica nesta segunda-feira (29). Balanços de companhias americanas excederam as expectativas e puxam altas nos últimos dias. No Brasil, a Bolsa permaneceu estável e o dólar teve leve alta.

Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo
Nesta segunda-feira (29), a Bolsa brasileira permaneceu estável, com giro financeiro abaixo da média para o ano. - Folhapress

Após recordes da terça passada, índices da Bolsa de Nova York voltaram a superar suas máximas. Nesta segunda, S&P 500, que reúne as maiores companhias americanas listadas, ganhou 0,11%, a 2.943 pontos.

O índice de tecnologia Nasdaq subiu 0,19%, para 8.161 pontos. ​Os ganhos reforçam a visão de que o período de alta das ações deve se estender e refletem expectativas para a reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) desta quarta, em que deve manter a taxa de juros baixa

A Bolsa brasileira fechou perto da estabilidade nesta segunda, após uma sessão "de lado", reflexo da precaução de agentes financeiros à espera de novidades efetivas na tramitação da reforma da Previdência, com o noticiário corporativo repercutindo nos negócios.

O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, encerrou com variação negativa de 0,05%, a 96.187 pontos. O volume financeiro foi de R$ 10,4 bilhões, abaixo da média diária para o ano.

"O mercado continua totalmente focado na reforma da Previdência", afirmou o gestor Marco Tulli, da Coinvalores, citando principalmente os movimentos de articulação do governo e as negociações sobre ajustes no texto.

"Mas está farto de simulações e nada de concreto (na articulação)", acrescentou, explicando o movimento de lado do Ibovespa nesta sessão.

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem feito acenos ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e repetiu o gesto no sábado, mesmo após entrevista polêmica do deputado. No domingo, Bolsonaro e Maia se reuniram para discutir a reforma da Previdência.

A XP Investimentos vê melhora no ambiente e avalia que, se continuar nessa tendência, poderia levar a um processo de aprovação mais rápido da reforma. Mas a corretora ressaltou que a negociação adiante é complexa e que ainda espera volatilidade.

Após instalação da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisará o mérito da reforma da Previdência, na última quinta-feira, a expectativa é que os trabalhos no colegiado tenham início de fato apenas a partir da próxima semana.

Nesta segunda, Bolsonaro fez um apelo ao presidente do Banco do Brasil para que abaixasse o juro para o setor agropecuário. As ações da estatal, que vinham em alta, chegaram a cair mais de 1%, a R$ 48,45. Ao longo do pregão, o papel se recuperou e fechou estável, a R$ 49,35.

O dólar começou a semana em leve alta ante o real, numa correção técnica após dois pregões de firmes quedas que afastaram a cotação dos níveis de R$ 4 alcançados na semana passada. Apesar de desvalorização frente a uma cesta de divisas globais, a moeda americana encerrou a segunda com leve alta de 0,22% ante ao real, a R$ 3,942.

O noticiário sobre a articulação pela Previdência seguiu no radar, com investidores atentos ao encontro previsto para esta segunda-feira entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e Rodrigo Maia.

A Janus Investimentos cita que o próximo alvo do dólar está em R$ 3,946, patamar que, se rompido, volta a trazer pressão compradora até a região de R$ 3,969, com objetivo final de R$ 4,008.

Analistas têm destacado a forte resistência técnica para a moeda norte-americana na faixa pouco abaixo dos R$ 4, nível que atrai vendas especialmente de exportadores.

O Goldman Sachs citou que os "trades" relacionados à China neste momento estão mais atraentes e mantém recomendação comprada em um grupo de divisas emergentes (que inclui o real) contra o euro e outras moedas emergentes de juros mais baixos.

(Com Reuters)

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