A quatro dias do fim, Expozebu bate recorde em leilões de gado de elite

Segundo organizadores, expectativa é que faturamento global da feira chegue a R$ 200 milhões

Ribeirão Preto

Os leilões de gado de elite já bateram recorde na edição deste ano da Expozebu, em Uberaba, quatro dias antes do término da sua 85ª edição.

Foram comercializados, em 18 leilões, R$ 35,238 milhões, valor superior aos cerca de R$ 35 milhões da edição do ano passado e que até então era recorde histórico. Não estão computados os valores movimentados em oito leilões que acontecerão entre esta quinta-feira (2) e domingo (5), que farão o recorde ser ainda maior.

De acordo com a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), que organiza a Expozebu, até a noite desta quarta-feira (1) foram comercializados 762 lotes, com um total de 928 animais.

 Gado exposto na Expozebu, que terá em 2019 sua 85ª edição em Uberaba (MG)
Gado exposto na Expozebu, que está em sua 85ª edição em Uberaba (MG) - Luiz Felipe Santos/Divulgação

A venda mais cara até o momento foi a do animal Calibre FIV Camparino, avaliado em R$ 1,62 milhão e que teve metade da sua posse (R$ 810 mil) comercializada no leilão Noite dos Campeões.

Embora já tenha batido recorde no volume financeiro total, o maior valor de um único animal ainda está distante da maior marca: no ano passado, o animal Landau da Di Gênio teve 50% dos seus direitos vendidos por R$ 1,26 milhão.

No ano anterior, o valor de comercialização foi ainda maior: um clone da vaca Itália 4ª teve metade dela vendida por R$ 1,464 milhão.

Os leilões restantes são de animais de raças como nelore e gir. Se a média dos valores obtidos nos leilões já realizados for mantida, o faturamento deve superar os R$ 40 milhões.

As raças zebuínas — entre elas brahman, guzerá, gir, nelore e  tabapuã — representam 80% do gado existente no país, de acordo com a ABCZ, que em 2019 completa seu primeiro centenário.

Além dos leilões, até domingo Uberaba terá também shoppings de animais, em que a negociação é feita diretamente entre o interessado e o vendedor, diferentemente dos leilões, em que vence o maior lance oferecido.

A previsão é que o faturamento global da feira alcance R$ 200 milhões, ante os R$ 176 milhões do ano passado, e reúna 280 mil pessoas, 20% a mais do que em 2018.

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