BR Distribuidora lucra R$ 477 milhões no 1º trimestre

Petrobras estuda nova oferta de ações da subsidiária, e quer deixar de ser controladora

Rio de Janeiro

Com impacto positivo do pagamento de dívidas de distribuidoras de energia que eram da Eletrobras, a BR Distribuidora teve lucro líquido de R$ 477 milhões no primeiro trimestre de 2019. O resultado é 93% superior ao verificado nos três primeiros meses de 2018.

Controladora da BR, a Petrobras estuda nova oferta de ações da subsidiária, que hoje tem 18,75% de suas ações nas mãos de investidores privados. A estatal estuda reduzir sua fatia para menos de 50%.

BR Distribuidora diz ter melhorado suas margens de venda em 12,5% - Ueslei Marcelino - 31.ago.17/Reuters

O aumento do lucro da BR ocorreu em um cenário de queda de 2,8% nas receitas - que fecharam o primeiro trimestre em R$ 22,4 bilhões, e de 3,4% no volume de vendas. A BR é a maior distribuidora de combustíveis do país.

Segundo a empresa, o pagamento de dívidas das distribuidoras que eram controladas pela Eletrobras contribuiu com R$ 181 milhões no resultado final. As empresas devedoras compravam combustíveis para geração de eletricidade sem pagar as faturas.

Em abril de 2018, as empresas firmaram um acordo para pagar R$ 4,6 bilhões em débitos antigos em 36 prestações mensais. Até 30 de abril de 2019, diz a BR, já foram pagos 12 parcelas em um valor total de R$ 2,1 bilhões.

Do ponto de vista operacional, a BR diz ter melhorado suas margens de venda -- que subiram 12,5%, para R$ 86 por metro cúbico - e a despesa financeira, já que sua dívida líquida foi reduzida em 30% nos últimos 12 meses, para R$ 2,4 bilhões.

Com isso, o Ebitda (indicador que mede a geração de caixa de uma companhia) subiu 8,8%, para R$ 841 milhões. 

A empresa vem sofrendo quedas nas vendas com a redução do volume de diesel para térmicas e a crise econômica. No primeiro trimestre, vendeu 9,7 bilhões de metros cúbicos, 3,4% abaixo do primeiro trimestre de 2018 e 6,2% abaixo do trimestre anterior.

Assim, a maior queda se deu no mercado de grandes consumidores (-7,5%). A rede de postos vendeu 2% a menos do que no primeiro trimestre, principalmente devido ao aumento do consumo de etanol, mercado com maior presença de distribuidoras regionais.

No comunicado em que detalha o balanço, a empresa diz que fechou o trimestre com 7.703 postos de combustíveis, 297 a mais do que no mesmo período do ano anterior. Em relação ao quarto trimestre de 2018, o aumento foi de 38 postos.

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