Fintechs podem ajudar a diminuir custos de remessas internacionais para a América Latina, diz FMI

Estudo aponta que serviços baseados em aplicativos móveis cobram taxas menores que os tradicionais e têm espaço para crescer

Filipe Oliveira
São Paulo

Um estudo do FMI (Fundo Monetário Internacional) aponta que as fintechs (novas empresas de tecnologia financeira) podem reduzir os custos de latino americanos que moram no exterior.

A organização indica que, quando usa serviços de operadores financeiros tradicionais para enviar dinheiro para seu país de origem, o cliente latino americano paga uma taxa aproximada de 6% do valor total.

Por outro lado, os serviços das novas companhias, em especial os atrelados ao uso de aplicativos de celular, fazem a operação a um custo médio de 3%.

"Trata-se de uma diferença crucial quando as remessas são uma fonte importante de renda para muitos países da região", apontou o fundo em post no qual divulgou parte dos resultados.

Segundo o FMI, há muito espaço para o crescimento da adoção dessas tecnologias.

A região recebe menos de 10% do total das remessas internacionais feitas globalmente a partir de aplicativos. A África subsaariana recebe 80% do dinheiro enviado a partir dessas ferramentas. 

O fundo afirma que o crescimento das fintechs na América Latina é uma boa notícia, citando relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento e da Finnovista que apontou crescimento de 61% no número de empresas com serviços para pagamentos em 2018.

O texto também aponta o avanço de parcerias entre fintechs internacionais e com operadores locais de telefonia móvel, de transferências em dinheiro e bancos da região para oferecer serviços financeiros. 

Para o fundo, a criação de regulamentações para o licenciamento de serviços do tipo pode ajudar o desenvolvimento do setor.

Essas políticas devem também garantir a proteção contra riscos ligados à segurança cibernética, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, aponta o FMI.

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