Descrição de chapéu The Wall Street Journal

Anunciantes e mídias sociais lançam em Cannes grupo contra notícia falsa na web

Esforço desenvolverá medidas para proteger pessoas e marcas contra conteúdo 'inseguro'

Nova York | The Wall Street Journal

Grandes anunciantes, gigantes da mídia social e organizações do setor publicitário formaram uma coalizão para enfrentar a retórica do ódio, o bullying e o conteúdo online falso e divisivo.

As empresas dizem que o esforço, conhecido como Aliança Mundial por uma Mídia Responsável e anunciado no festival de publicidade Cannes Lions, na França, desenvolverá medidas específicas para proteger pessoas e marcas contra o que os anunciantes definem como conteúdo “inseguro”.

“Queríamos mudar nossa posição —em lugar de sempre operar em modo reativo, criar um diálogo mais proativo e medidas concretas que sirvam para propelir a mudança do setor”, disse Rob Rakowitz, vice-presidente mundial de mídia da Mars, uma das empresas participantes.

Outras companhias estão envolvidas, entre as quais Procter & Gamble, General Mills, Diageo, Mastercard, Facebook, Twitter, Google (grupo Alphabet), Omnicom Media Group e GroupM (WPP). A primeira reunião oficial da aliança aconteceu nesta quarta-feira (19), em Cannes.

Trabalhar juntos será mais eficiente que o método usual de realizar uma série de reuniões descoordenadas, disse Carolyn Everson, vice-presidente de soluções mundiais de marketing no Facebook.

“Estamos em negócios diferentes, mas temos objetivos semelhantes”, disse Everson sobre os membros da aliança.

“Queremos criar um ecossistema que seja saudável para os anunciantes e sobre o qual os consumidores possam ter sentimentos positivos —uma sensação de segurança e proteção nas plataformas e uma sensação positiva sobre as marcas que as apoiam.”

A publicidade digital responderá por mais da metade da receita publicitária mundial pela primeira vez neste ano, segundo a mais recente estimativa do grupo de compra de mídia Magna Global USA, parte do Interpublic Group.

Mas as mídias sociais vêm sendo maculadas por revelações de que servem para a difusão de desinformação política e conteúdo malévolo.

As plataformas às vezes enfrentam dificuldades para policiar o conteúdo postado por usuários em seus sites, como foi o caso dos vídeos sobre um homicídio em massa na Nova Zelândia, alguns meses atrás.

Em outros momentos, hesitam em policiar conteúdo, afirmando que se preocupam com a possibilidade de sufocar a liberdade de expressão. E as normas variam de plataforma a plataforma.

Isso é parte do que a aliança quer combater, disse John Montgomery, vice-presidente executivo no GroupM. 

Tradução de Paulo Migliacci

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