Guedes critica liminar do STF que suspendeu venda de subsidiária da Petrobras

Ministro diz que decisão coloca em risco negócio que iria quebrar um monopólio duplo

Angela Boldrini
Brasília

O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou nesta terça-feira (4) a liminar do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu a venda de subsidiária da Petrobras. 

O caso será julgado nesta quarta-feira (5), no plenário do tribunal. 

Em evento no IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), o ministro disse que a venda da TAG (Transportadora Associada de Gás) era uma quebra de monopólio duplo e disse que a decisão pode colocar em risco o negócio de R$ 33,1 bilhões.

"Agora a minha intuição me diz o seguinte, a gente está há um milímetro de quebrar um monopólio duplo e alguém vai lá e trava o negócio", disse o ministro. "Consequência: a holandesa desiste de comprar a Braskem e o outro começa a pensar." 

O ministro se referiu à LyondellBasell, que anunciou nesta terça que encerraram as negociações sobre a aquisição da fatia da Odebrecht na companhia. 

Ele brincou com o ministro Gilmar Mendes, dono do instituto, e desejou um "bom voto" no julgamento desta quarta. "Já fui lá, aqui tenho que fazer com certa elegância. Lá no escritório dele ajoelhei no milho e rezei', afirmou.  

Guedes fez um périplo pelos escritórios dos ministros desde a semana passada, para articular a votação. "Nunca vou questionar a sabedoria dos juízes, mas eu tenho o 'jus esperneandi', o direito de espernear do economista", disse.

Guedes também defendeu o programa de desinvestimento da petroleira, com venda de ativos.

"A Petrobras começa um programa de desinvestimentos para poder focar justamente no petróleo, ela começa a vender ativos para focar na exploração do petróleo", disse. "E ao mesmo tempo que ela vende esses dutos de gás ela está ajudando a aumentar a competitividade do mercado de gás."

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