Marcos Mendes estreia neste sábado coluna quinzenal em Mercado

Consultor legislativo no Senado desde 1995, Mendes já foi funcionário de carreira do BC e do Tesouro

São Paulo

Marcos Mendes, doutor em economia, estreia neste sábado (8) coluna em Mercado, que será quinzenal e publicada nas versões impressa e digital da Folha. Ele se revezará com o economista Rodrigo Zeidan.

Consultor legislativo no Senado desde 1995, Mendes já foi funcionário de carreira do Banco Central e do Tesouro.

Também exerceu o cargo de assessor especial dos ex-ministros da Fazenda Henrique Meirelles e Eduardo Guardia, de maio de 2016 a dezembro de 2018.

Nesse período, foi um dos responsáveis pela elaboração de propostas de reformas econômicas. Entre elas, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Teto de Gastos e o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados, ambas aprovadas pelo Congresso.

Ele participou ainda do esforço para tentar aprovar a proposta de reforma da Previdência do governo Michel Temer (MDB).

Retrato de Marcos Mendes
O novo colunista da Folha Marcos Mendes - Divulgação

Autor do livro "Por Que o Brasil Cresce Pouco?: Desigualdade, Democracia e Baixo Crescimento no País do Futuro", Mendes diz que o foco de suas colunas será explicar a necessidade de reformas econômicas que contribuam para o crescimento do país e para a redução das desigualdades.

"O objetivo final das reformas é permitir que a economia cresça mais e que sejam removidos fatores de concentração de renda", afirma.

"A reforma do Estado brasileiro é a reforma de um modelo de concentração que é secular, um Estado criado como instrumento de proteção para grupos de elite", diz ele.

Em relação à situação econômica atual do país, Mendes afirma ver uma oportunidade única para implementar algumas dessas reformas.

"Estamos em uma crise econômica muito dura e muito demorada. As pessoas estão percebendo que o modelo atual se esgotou e que precisamos de reformas."

A falta de articulação política do governo Jair Bolsonaro (PSL) para viabilizar a aprovação desses projetos, no entanto, é citada por Mendes como principal fator de risco.

"É uma equipe nova, com projetos novos, o que abre grandes perspectivas. Mas existem resistências, e é preciso organização e coordenação política para não perder essa oportunidade", afirma.

"Sou otimista no sentido de que as políticas estão na direção certa. Há quatro anos, estavam na direção errada, mas falta coordenação política para fazer esse navio avançar."

Mendes tem graduação e mestrado em economia pela UnB (Universidade de Brasília) e doutorado em economia pela USP (Universidade de São Paulo).

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.