Vale retomará operação de Brucutu com 100% da capacidade após decisão judicial

Mina é a maior da Vale em Minas Gerais, com capacidade de 30 milhões de toneladas ao ano

São Paulo | Reuters

A mineradora Vale informou que retomará em até 72 horas a integralidade das operações a úmido em sua mina de Brucutu, a maior operação da companhia em Minas Gerais, após decisão do presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra uma liminar que suspendia as atividades da barragem Laranjeiras.

Em comunicado ao mercado feito nesta quarta-feira (19), a empresa disse que, com a decisão, reafirma sua projeção para as vendas de minério de ferro e pelotas em 2019, em entre 307 milhões e 332 milhões de toneladas, acrescentando que "a expectativa atual é que as vendas se aproximem do centro da faixa".

Logo da mineradora Vale em Brumadinho, Minas Gerais
Logo da mineradora Vale em Brumadinho, Minas Gerais ORG XMIT: SMS201 - Adriano Machado/Reuters

Em maio, a Vale havia afirmado que o volume de vendas deveria ficar "entre o piso e o centro do intervalo" de suas projeções, em previsão que levava em conta uma recém-anunciada decisão contra a retomada da produção em Brucutu.

A mina é a maior da Vale em Minas Gerais, com capacidade de 30 milhões de toneladas ao ano, mas a falta de autorização para as operações a úmido antes da decisão anunciada nesta quarta-feira vinha fazendo com que a unidade operasse com um terço da capacidade.

A companhia disse ainda que, com a operação integral em Brucutu, haverá "um incremento da qualidade média do portfólio de produtos da Vale".

A mina de Brucutu e outras da Vale têm sido alvo de ações judiciais após o rompimento de uma barragem da companhia em Brumadinho (MG) em janeiro ter deixado centenas de mortos, levantando preocupações sobre a segurança das operações da mineradora.

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