Alvo de Trump, Huawei prepara demissão em massa nos EUA, diz jornal

Demissões devem afetar a subsidiária de pesquisa e desenvolvimento a companhia; unidade emprega cerca de 850 pessoas

Maria Ponnezhath
Bangalore (Índia) | Reuters

A Huawei Technologies,  líder mundial  na telefonia móvel 5G, está planejando demissões significativas nos Estados Unidos à medida que lida com sua lista suja dos EUA, informou o Wall Street Journal.

As demissões devem afetar os empregos da subsidiária de pesquisa e desenvolvimento da Huawei, a Futurewei Technologies. A unidade emprega cerca de 850 pessoas em laboratórios de pesquisa nos Estados Unidos, informou o jornal.

As demissões podem ser na casa das centenas,  disse uma fonte ao jornal. Os funcionários chineses da Huawei nos Estados Unidos estavam recebendo a opção de voltar para casa e permanecer na empresa, acrescentou outra pessoa.

 

Alguns funcionários já foram notificados da demissão, enquanto mais cortes de empregos planejados podem ser anunciados em breve, disse o jornal.

A Huawei não quis comentar quando procurada pela Reuters.

Depois que o Departamento de Comércio decidiu colocar a Huawei em sua chamada lista de entidades, os funcionários da Futurewei enfrentaram restrições para se comunicar com seus colegas nos escritórios localizados na China, disseram as fontes ao jornal.

Em maio, o governo Trump ameaço u colocar a Huawei em uma lista negra de empresas que estão proibidas de vender tecnologia nos EUA. A marca foi acusada de espionagem em favor de Pequim. O grupo negou. 

A administração americana teme que o governo chinês espione as pessoas através dos sistemas de telecomunicações da Huawei, um temor explicado em parte porque Ren foi engenheiro do exército chinês e pela estrutura da empresa privada, que alguns consideram opaca.

A Huawei nega qualquer relação com o governo chinês e afirma que Washington não apresentou nenhuma prova de suas acusações.

Durante a reunião do G20, o presidente americano Donald Trump e chinês, Xi Jinping se reuniram para retomar as negociações de um acordo comercial entre os países.

O encontro superou as expectativas do mercado, já que Trump decidiu abandonar a ameaça de impor novas tarifas à importação produtos chineses e falou, sem dar detalhes, sobre a possibilidade de abrandar o veto à Huawei, gigante tecnológica chinesa.

"As empresas americanas podem vender seus equipamentos para a Huawei", afirmou o presidente dos EUA em coletiva de imprensa ao final da cúpula. 

No entanto, ainda não está claro como a atitude dos EUA em relação à empresa chinesa irá mudar.

Ao mesmo tempo, o governo Trump pressiona outros países para que não usem as infraestruturas de telecomunicações da Huawei, em particular na instalação da nova rede de telefonia móvel 5G, uma área na qual a empresa é líder mundial.

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