Conselho do BNDES aprova Gustavo Montezano para presidência

Montezano é próximo da família Bolsonaro e trabalhou no ministério da Economia

Nicola Pamplona
Rio de Janeiro

O conselho de administração do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), aprovou nesta quarta (3) a nomeação de Gustavo Montezano, para a presidência do banco. Montezano foi indicado no dia 17 de junho para substituir Joaquim Levy.

O novo presidente é próximo da família Bolsonaro e vinha trabalhando no ministério da Economia. Já foi sócio-diretor do banco BTG Pactual e atuou nas áreas de crédito e commodities.
 

Gustavo Montezano foi escolhido para assumir a presidência do BNDES - Hoana Gonçalves - 22.mar.2019/ ME

Sua nomeação foi recebida na época com surpresa —o nome não constava nas listas de apostas— e reforça a política de enxugamento e foco na atuação em privatizações.

Bolsonaro quer também que o executivo abra a "caixa preta" do BNDES, promessa feita na campanha e motivo de queixas contra Levy, que foi indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Montezano pegará uma diretoria montada recentemente por Levy, que indicou nomes de sua confiança no final de março e chegou a anunciar a criação de uma nova área de mercado de capitais, para onde levaria o advogado Marcos Barbosa Pinto, citado por Bolsonaro como a gota d’água para a demissão.

Em março, Levy levou para o BNDES Roberto Marucco, que deixou a Avon, e Denise Pavarina, ex-diretora do Bradesco, para os lugares de Ricardo Ramos e Cláudia Prates, únicos funcionários de carreira que ainda ocupavam diretorias no banco.

Empregados do banco, porém, esperam mudanças no comando da instituição, com a indicação de nomes mais alinhados ao governo Bolsonaro. A data de sua posse ainda não foi marcada.

Em 2018, Montezano pagou indenização de R$ 28 mil após ser condenado por arrombar, em 2015, o portão do condomínio onde morava para continuar sua festa de aniversário. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) estava presente no episódio.

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