Mesmo com queda na Selic, poupança continua mais vantajosa que fundos de renda fixa

Taxa básica de juros a 6% deixa poupança mais rentável no curto prazo

São Paulo

A poupança mantém sua vantagem em relação aos fundos de renda fixa mesmo com o corte da taxa básica de juros anunciado nesta quarta-feira (31) pelo Banco Central. A Selic, agora em 6%, torna o investimento mais vantajoso que fundos com taxa de administração maior que 1% com prazo de resgate de até um ano.

Segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), agora, as modalidades empatam em desempenho em dois casos: quando a taxa de administração do fundo for de 1% em um prazo de resgate de até seis meses e quando a taxa for de 1,5% e o resgate acontecer entre um e dois anos.

Pelas contas da associação, os fundos de investimentos têm um rendimento superior às contas da poupança apenas quando suas taxas de administração são de até 1% ao ano para prazos superiores a seis meses, ou quando o prazo de resgate é superior a dois anos com uma taxa anual de até 1,5%.

A queda no rendimento da poupança com a redução do juros, segundo a Anefac, é de apenas 0,03 ponto percentual em relação ao mês de junho, quando a Selic estava a 6,5%. 

Com a nova taxa básica de juros, o rendimento mensal da poupança fica em 0,34% ao mês. Este percentual é proporcional ao rendimento anual de 70% da Selic mais a taxa referencial (TR) que, no momento, é zero. 

"As cadernetas de poupança, mesmo com a redução da Selic, continuam se destacando frente aos fundos de renda fixa por não pagarem imposto de renda e nem taxas de administração", afirma Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac.

Segundo Oliveira, as aplicações em CDB (Certificados de Depósito Bancário) são mais vantajosas que a poupança apenas quando têm um rendimento acima de 85% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) por conta da incidência do imposto de renda.

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