Montadoras europeias comemoram acordo UE-Mercosul

Para fabricantes de carros da Europa, há potencial de mercado nos países sulamericanos

Bruxelas | AFP

A Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis (ACEA) elogiou nesta segunda-feira (1º) a conclusão das negociações do acordo comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul na última sexta-feira (28). 

"Há um potencial real de crescimento na indústria automotiva da UE, levando em conta o tamanho do mercado do Mercosul, tanto em termos de população quanto de PIB", declarou o secretário-geral da ACEA, Erik Jonnaert, em comunicado.

Fabricantes europeus podem, segundo a ACEA, aproveitar a redução de tarifas nos países do Mercosul, que atualmente chegam a 35% para os automóveis. 

Em 2018, a UE exportou 73 mil veículos para a região, ou seja, 2,2% do mercado. 

No total, 234 mil carros foram importados pelo Mercosul de outros países, o que representa cerca de 8% do mercado.

Cerca de 3,3 milhões de novos veículos foram vendidos no ano passado nos quatro países do Mercosul. 

Para chegar a um acordo com a UE, o Mercosul concordou em abrir suas portas à indústria europeia, principalmente a seus carros, mas também aos produtos químicos e farmacêuticos.

No entanto, a UE fez grandes concessões no setor agrícola, uma vez que fornecerá acesso a seu mercado a quatro países que estão ansiosos para vender açúcar, etanol, aves e carne bovina

Essas concessões fizeram os agricultores europeus reagirem, denunciando a concorrência desleal.

O acordo é igualmente criticado por ambientalistas e ONGs por causa de suas consequências consideradas negativas para o meio ambiente. 

Antes de entrar em vigor, o acordo deve ser validado pelos países, tanto na Europa como na América do Sul, o que pode levar tempo.

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