Após máxima em 3 meses, dólar recua para R$ 4,05

Bolsa argentina despenca mais de 10%

Júlia Moura
São Paulo

O dólar reverteu parte da alta de 1,6% da véspera, quando foi para R$ 4,07, e foi para R$ 4,052 nesta terça-feira (20), recuo de 0,4%. A moeda americana perdeu força internacional com a piora do mercado americano, mas nem todos os emergentes se recuperaram da depreciação de segunda.

Dentre eles, o real foi a moeda que mais se recuperou após ter o segundo pior desempenho na véspera, apesar da queda de 0,25% da Bolsa brasileira. Contribui para a melhora da divisa a estabilidade do peso argentino, que após intervenção do banco central do país, foi a 54,7 pesos por dólar. 

Já a lira turca teve, pelo segundo pregão seguido, a maior depreciação, com desvalorização de 3% na semana. 

A Bolsa argentina, no entanto, caiu 10,6% e foi para o menor patamar desde setembro de 2018. Como esteve fechada na segunda por feriado, o índice refletiu a troca do ministro de Finanças apenas neste pregão. Além disso, o FMI (Fundo Monetário Internacional), para o qual o país deve US$ 57 bilhões, planeja uma visita à Argentina.

Em Nova York, a Bolsa interrompeu a trajetória de três pregões seguidos de alta com receios sobre a guerra comercial e a política monetária do Fed, banco central americano. 

Em entrevista à rede de televisão americana CNBC nesta segunda, o secretário de estado dos Estados Unidos Mike Pompeo disse que a Huawei não é a única companhia chinesa que oferece riscos ao país. 

 "A ameaça de ter sistemas de telecomunicações chineses dentro de redes americanas ou dentro de redes em todo o mundo representa um risco enorme, um risco de segurança nacional", afirmou Pompeo

O secretário disse ainda que não acredita que a presença da empresa chinesa na lista de restrições impeça as negociações comerciais com Pequim.

Washington proibiu a Huawei de comprar peças e componentes de empresas americanas sem a aprovação do governo, pois alega que a empresa chinesa está envolvida em atividades contrárias à segurança nacional dos EUA ou a interesses de política externa.

Também há um temor no mercado de que o Fed não corte juros na reunião de setembro. Membros da instituição têm alegado que a medida talvez não seja necessária, já que os indicadores econômicos americanos continuam satisfatórios.

O índice S&P 500 caiu 0,5%. Dow Jones 0,6% e Nasdaq 0,7%. O DXY, índice que mede a força internacional do dólar, recuou 0,22% e reverteu a alta da véspera.

A Bolsa de Londres recuou 0,9% e de Frankfurt, 0,5%. Já a Bolsa italiana cedeu 1% com a renúncia do primeiro-ministro, Giuseppe Conte. A crise do governo, que assumiu há pouco mais de um ano, foi provocada pelo vice-premiê e ministro do Interior Matteo Salvini, provável vencedor de novas eleições.

No Brasil, a Bolsa teve um leve recuo de 0,25%, a 99.222 pontos. O giro financeiro foi de R$ 15,4 bilhões, dentro da média diária para o ano.

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