Em nova briga na previdência privada, Santander reduz taxa de administração

Banco reduz a taxa máxima de administração de fundos de previdência para 1%

Tássia Kastner
São Paulo

Com a queda da taxa básica de juros e num esforço de elevar participação de mercado, o Santander anunciou que a taxa máxima de administração de fundos de previdência privada do banco será de 1%, voltada a clientes que aportam R$ 30.

Fachada de agência do Santander
Santander anunciou que a taxa máxima de administração de fundos de previdência privada do banco será de 1% - AFP

Antes o banco cobrava 2% sobre fundos com aportes mínimos de R$ 30.

Segundo o banco, atualmente 84% dos fundos do mercado de previdência são de renda fixa e 35% cobram taxa média de 1,80%.

“Tem cliente pagando 3%. Em 30 anos, a diferença chega a 42%”, afirma Gilberto Abreu, diretor de investimentos do Santander.

A taxa mínima, oferecida a clientes mais endinheirados, será de 0,5% ao ano também para planos de previdência de renda fixa.

Fundos de previdência tradicionalmente têm taxas de administração elevada, mas a queda da taxa Selic tem elevado o peso desse custo, minando a rentabilidade.

A Selic está atualmente em 6% e a expectativa do mercado é que ela termine o ano em 5% e se mantenha em patamar baixo por um período mais longo.

O juro real da economia (acima da inflação) entre 2,5% e 3%.

Há um ano, os bancos aboliram a cobrança da taxa de carregamento, que dava ao banco uma parte do valor de aportes e resgates dos investidores.

Com isso esperavam elevar o número de portabilidades de planos de previdência no mercado, mas os números não chegaram a mostrar reação expressiva.

O banco também vai lançar fundos mais complexos e arriscados, voltados a clientes que almejam rentabilidades maiores. Como são fundos de previdência com perfil multimercados, a taxa efetiva deve ser de 1,10% a 1,80%. 

Abreu destaca dados da Fenaprevi (entidade do setor) que apontam a estabilidade do número de pessoas que aplicam em planos de previdência ao redor de 13 milhões.

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