EUA e China não estão em guerra comercial, diz secretário de Comércio Exterior

Para Marcos Troyjo, ocorre um ajuste duro entre os dois países, que deve ser feito com cuidado

Arthur Cagliari Eduardo Cucolo
São Paulo

Na avaliação do secretário especial de Comércio Exterior do governo Bolsonaro, Marcos Troyjo, a disputa entre chineses e americanos não pode ser qualificada como uma guerra de proporções globais. O embate seria um esperado acerto entre grandes potências que disputam espaço no comércio internacional.

"Não acho que seja uma guerra comercial, acho que é um ajuste comercial duro. Esse acerto tem de ser feito da mesma maneira com que os porcos espinhos fazem amor -com muito cuidado", afirmou Troyjo durante evento organizado pelo banco BTG Pactual, em São Paulo, nesta quinta-feira (8).

O secretário especial de Comércio Exterior do governo Bolsonaro, Marcos Troyjo - Keiny Andrade-22.nov.2018/Folhapress

O secretário destacou que o gigante asiático está, aos poucos, ocupando o espaço de maior potência econômica global. Assim, é natural que ele assuma o papel de maior parceiro do Brasil.

No entanto, afirmou que, ao menos por enquanto, "a tendência de comércio entre os países é inercial: mais do mesmo".

Reforçou ainda que o acordo comercial com os Estados Unidos não irá afetar o andamento do pacto fechado com a EU (União Europeia).

"Aquilo que nós negociamos com os europeus é diferente do que negociamos com os americanos. São [acordos de] naturezas diferentes, não atrapalha nada", disse Troyjo

Ao ser questionado se para fechar o acordo com europeus, o Brasil teria de ter uma relação mais amigável com o meio-ambiente, o secretário afirmou que a resolução já está acertada e que o país quer explorar seus recursos naturais de maneira inteligente e se comprometeu a adotar mecanismos avançados.
 

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